domingo, 12 de abril de 2009

MOMENTO POESIA


Quando tive meu filho Iago fiz várias poesias. Tudo que ele fazia virava poesia:
Iago comeu mamão
Nunca mais o mesmo.
Não só o leite do peito
Sabor de mundo
Iago é uma pessoa
E o mundo também alimenta.
Pouco a pouco aprendo
a te entregar à terra
- sua verdadeira mãe -
e teço asas para o seu voar.
Também fui assim
sedenta de céu e espaço.
Hoje o dia é único
com gosto de mamão e liberdade.
Ser mãe é aprender o desapego
após o mais forte dos elos.
É abrir espaço para o ser inteiro.
Hoje você fez cocô nas minhas roupas
nem liguei
sou mãe
e gosto de todos os seus cheiros e movimentos.
Filho, mamão tem um gostinho doce, não é?

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