quinta-feira, 27 de outubro de 2016

BEM NASCER – 15 ANOS POR UM BOM PARTO




A ONG Bem Nascer completa no próximo sábado, dia 29 de outubro, 15 anos de atividade em Belo Horizonte. O aniversário será comemorado com uma celebração no Centro de Educação Ambiental - CEAM, no Parque das Mangabeiras, durante a Roda Bem Nascer Mangabeiras, a partir de 9h30. Os coordenadores pedem aos participantes que levem flores e frutos para um ritual de confraternização. A roda de conversa acontece no local desde 2004 e já acolheu a mais de mil mulheres. Recentemente, firmou parceria com a administração do Parque, que garantiu a permanência da instituição no CEAM durante o próximo ano.


A ONG foi fundada pela jornalista Cleise Soares e o obstetra Marco Aurélio Valadares, com o objetivo de fazer a profilaxia da cesárea desnecessária e a divulgação do parto natural, humanizado e respeitoso. Faz parte do Movimento BH pelo Parto Normal e participa, ativamente, de audiências públicas e palestras em universidades e eventos relacionados.

“Para nós é uma alegria debutar. São quinze anos realizando rodas de conversa acolhendo as mulheres em suas demandas e dúvidas sobre a gestação, o parto e o nascimento, orientando, dando dicas e apontando caminhos favoráveis na capital para um bom parto. Hoje, somos a Família Bem Nascer e, neste sábado, vamos celebrar nossas conquistas”, declarou a presidente da ONG, Cleise Soares. “Convidamos os casais que passaram pela Roda para ali retornarem, darem seus depoimentos e celebrarem conosco”, convidou.


A Roda Bem Nascer é gratuita e não exige inscrições prévias. Está aberta para gestantes, casais grávidos e demais interessados. A Roda Bem Nascer Mangabeiras é coordenada pela jornalista Cleise Soares e a doula Rosana Cupertino e acontece sempre no último sábado de cada mês, 9h30. 

No segundo sábado, 14h30, ocorre a Roda Bem Nascer Municipal, em um auditório, ao lado do orquidário, no fundo do Parque Municipal. Coordenam esta Roda as doulas Daphne Bergo e Isabel Cristina dos Santos.


A ONG Bem Nascer conta com uma equipe multiprofissional na disseminação da cultura do parto respeitoso e da assistência humanizada ao nascimento.

Contatos:
Fones: 98756.5932 (Cleise Soares) – cleisempsoares@gmail.com

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Cleise Soares lança O LIVRO DE VESTIR

Cleise Soares, fundadora e presidente da ONG Bem Nascer e autora deste blog  acaba de lançar um livro de literatura, onde ela foca no universo feminino. O Livro de Vestir retrata uma escritora de nome Izolita que faz a roupa de 24 personagens e os coloca em um closet. A sobrinha Izaura passa a vestir as roupas e os personagens. As roupas são vivas e gastam o tônus vital de quem as veste.

Cleise Soares convida a todos para vestir estas mulheres:
Segundo ela, "o livro aborda mulheres em diferentes papéis, que passam por diversas situações e dá testemunho de violências vividas na vida por muitas delas." O Livro de Vestir foi lançado pelo  Clube dos Autores na Internet.

Pode ser adquirido no formato E-book e impresso. O livro é entregue em casa. 
Anote o endereço:
http://bit.ly/olivrodevestir_

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Quer fazer Yoga em casa? Agora, você tem esta opção.


Ka Ribas e Dani Cuccia
Quero aulas de Yoga, mas estou tão cansada! Tenho preguiça de ir à escola de Yoga! Mas seria tão bom praticar Yoga! Imagine então, praticar com meu companheiro, o pai do meu filho? Isto é maravilhoso! Agora, temos opção.

A professora Cleise Soares, que criou o método de Yoga para Casais Grávidos, estão oferecendo seus serviços em domicílio. Prático, prazeroso. Os dois se cuidando na espera da cria. Um momento de mergulho na experiência, de contato profundo com o bebê, de apoio mútuo.

A aula particular dá dicas de como o homem pode ajudar a mulher na gestação e no trabalho de parto. Compartilha dicas de respiração, mantras e posturas que ajudam a transformar o parto em um momento prazeroso, inesquecível.

Cleise Soares é fundadora da ONG Bem Nascer e milita pela humanização do nascimento desde a década de 1980. Teve 4 filhos de partos naturais. Desenvolveu o método para casais grávidos, que adapta o Yoga para gestantes e casais. Vale à pena experimentar!

Tem interesse? Ligue para Cleise Soares, no telefone 98756.5932 (Vivo) 99415.6344(Tim)

quinta-feira, 2 de junho de 2016

O milagre da vida!

Sou criador e criatura! Meu útero palpita no útero da terra!

terça-feira, 26 de abril de 2016

VOCÊS ESTÃO GRÁVIDOS?


 O que o homem pode fazer durante o trabalho de parto da mulher? Estar ao lado, transmitir confiança, respeitar o momento dela e pode fazer MASSAGENS. Elas amenizam os desconfortos, ajudam a mulher a relaxar e a fluir, transforma estes momentos em momentos íntimos e sagrados.


Na sexta feira, dia 29 de abril, às 19 horas, vou ensinar as massagens, simples e eficientes, que o homem pode fazer na mulher que está se tornando mãe. Elas já foram vivenciadas por muitos casais durante o trabalho de parto. Há pontos que, quando massageados, ajudam a mulher a relaxar, a diminuir a sensação de dor e o trabalho de parto a evoluir, favorecendo um nascimento tranquilo para o bebê.


O Jai Vida é a escola mais antiga de Yoga de Belo Horizonte, foi fundada em 1966 por Shivakami Sônia Sumar, minha mestra de Yoga. Lá,numa pequena sala localizada na rua Goitacazes, iniciei minha caminhada no Yoga e estou de volta. Desenvolvi uma técnica em que adapto o Yoga para a gestante e para o casal grávido, com posturas e alongamentos específicos, respirações, mantras de saudação ao bebê e de reverência ao feminino e ao masculino, relaxamento e meditação a dois, a três; visualização mental do parto, entre outras atividades. É um bom momento para incluir o pai no cenário do parto, no nascimento do seu filho. Um momento de profunda conexão entre o casal e do casal com o bebê. Venha experimentar!

Profª CLEISE SOARES
Jornalista - Profª de Yoga - fundadora da ONG Bem Nascer.



O JAI Vida oferece pacotes de aulas mensais ou avulsas e também o "combo", uma aula para gestantes e uma para os casais.

Anote o endereço: JAI VIDA - Centro de Yoga Integral - Rua Antônio Lanari, 220 - 3225.5709



(Na foto: Ka Riba e Dani Cuccia)

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Verde que te quero verde!



Respire verde para energizar o corpo e o seu bebê. Sente-se confortavelmente e comece a prestar a atenção na sua respiração. Deixe que o ar entre lentamente, sinta a sua temperatura e o trajeto do ar no seu corpo. Imagine que ele é verde e que o verde penetra pelos seus poros, passa por sua pele, atravessa os músculos e chega aos órgãos internos. Veja o verde penetrar nos órgãos abdominais e espalhar pelo peito. Envolver o seu coração num halo de harmonia e equilíbrio. Visualize que o verde entra com o ar até o útero, banha o líquido amniótico, a placenta e vai pelo cordão umbilical até o seu bebê, levando oxigênio e energia. Experimente realizar este exercício pelo menos uma vez ao dia. Você pode usar a imaginação criativa e visualizar uma paisagem verde como as das ilustrações acima. Geste seu bebê em paz e terá uma criança tranquila.

A respiração para o parto é lenta e profunda. Imagine que está aspirando uma flor e, ao soltar o ar, que está soprando uma vela.

terça-feira, 29 de março de 2016

Prepare-se para o parto!




Com esta roda de conversa, a jornalista e professora de Yoga, Cleise Soares, inicia uma parceria com o Jai Vida - Centro de Yoga Integral, localizado no bairro Anchieta, rua Amaro Lanari, 22o, em Belo Horizonte. Passa a ministrar aula para casais grávidos às sextas feiras, 19 horas. 

Cleise Soares é fundadora da ONG Bem Nascer e trabalha como jornalista no Hospital Sofia Feldman. Formou-se em Yoga com a mestra Shivakami Sônia Sumar, na década de 80, em curso de extensão da Uniyoga/PUC. Fez o curso de formação em Yoga para Excepcionais, com Shivakami.  A jornalista vem de longa militância pela humanização do nascimento. Nos últimos anos, se especializou em Yoga para Gestantes e Casais Grávidos, adaptando a técnica para a gestação e o trabalho de parto.

A aula de Yoga para Casais Grávidos, desenvolvido pela professora Cleise Soares, adapta o Yoga para este momento sagrado que é a gestação, respeitando os limites do corpo e ensinando posturas e respirações específicas para o trabalho de parto. 

O método criado  pela professora de Yoga e jornalista tem como linha mestra as técnicas do Yoga e utiliza ferramentas de outras modalidades – Do-In Auto Massagem, Cromoterapia, Terapia dos Chakras,   Visualizações Criativas. Durante sete anos promoveu acampamentos ecológicos no Brasil e no Chile, estudou ecologia profunda e praticou o Yoga andino,

O Yoga para Casais Grávidos favorece uma gestação tranquila e oferece "ferramentas" para que o parto seja calmo e sem stress.  Exercícios respiratórios, massagens, posturas  ajudam a gestante a ficar centrada e  calma, diminuindo as famosas “dores’ do parto, tornando aquele momento mais profundo e prazeroso.

As aulas contemplam:

- Técnicas de  alongamentos específicos para gestantes.
- Exercícios respiratórios, baseados no Pranayama (domínio da bioenergia através da respiração) e os específicos, que podem ser utilizados durante a gestação e no trabalho de parto, para amenizar os desconfortos.
- Relaxamento profundo para melhorar a qualidade da gestação, através da conquista de um sono profundo e restaurador.
- Exercícios para trabalhar a musculatura envolvida com o trabalho de parto.
- Posturas e procedimentos para o trabalho de parto – da gestante e do acompanhante.
- Exercícios para proporcionar equilíbrio
- Criação de um clima favorável ao contato mãe/filho.
- Programação do parto. Como fazer um plano de parto para apresentar ao médico.
- Técnicas de Meditação a dois – nenê e criança – e a três – pai/mãe e filho.
- Mantras de saudação ao nenê.

RESERVE SEU LUGAR NAS AULAS DE YOGA PARA CASAIS GRÁVIDOS
3225.5709






domingo, 3 de maio de 2015

Vem aí, Yoga para Casais Grávidos

A professora Cleise Soares vai abrir um Curso de Yoga para Casais Grávidos, no Jai Vida, Anchieta. 
Aguarde, nas próximas semanas.

Nas fotos Dani Cuccia e Ka Ribas













quarta-feira, 25 de março de 2015

RODA BEM NASCER MANGABEIRAS PROMOVE AULA DE YOGA PARA CASAIS GRÁVIDOS


Ensina técnicas e posturas adequadas para a gestação e o parto.
Inicia 9h30 com uma roda de apresentação e às 10h30 'em ponto' tem início a aula para casais. Vá com roupas flexíveis e leve um pano para forrar o chão.
Coordenação: professora de Yoga Cleise Soares
Próximo sábado - 28 de março - 9h30, no Parque das Mangabeiras, Centro de Educação Ambiental-CEAM.
Entrada gratuita
Leve um lanche para compartilhar.
Promoção: ONG Bem Nascer

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

UNICEF entra na luta pela redução de cesarianas.

A UNICEF está desenvolvendo uma campanha, que chama a atenção para o Compromisso 6, definido entre as 10 Metas do Milênio - a redução das cesáreas. Uma iniciativa que vem a somar com nossa luta de formiguinhas em prol das boas práticas no parto e da compreensão mais profunda, até ecológica, deste momento tão importante na vida do ser humano.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

ONG BEM NASCER recebe homenagem

A Ong Bem Nascer será homenageada amanhã, às 17h30, durante o 7º Festival Andando de Bem com a Vida. A fundadora  da instituição, Cleise Soares, receberá uma comenda. O objetivo é homenagear o seu trabalho à frente da Ong Bem Nascer, que atua em Belo Horizonte desde 2011, já atendeu a mais de mil mulheres e realiza quinzenalmente rodas de conversa em praças da cidade, as RODAS BEM NASCER.

A ONG BEM NASCER promove a disseminação da cultura do parto normal e a profilaxia da cesárea desnecessária. Amigos, simpatizantes, usuárias e militantes estão convidados para a homenagem.

terça-feira, 24 de junho de 2014

PELA HUMANIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA

Amanhã, às 10 horas, a ong Bem Nascer, por meio da presidente, Cleise Soares, senta na mesa de discussão e participa da roda de conversa sobre a humanização da assistência ao parto e nascimento. Mais um passo do movimento, com o intuito de desenvolver políticas públicas sobre o tema.
Estão convidados amigos, simpatizantes, voluntários, usuários da ong Bem Nascer. Vamos lotar o salão nobre e mostrar a nossa força.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

RODA BEM NASCER HOMENAGEIA AS MÃES

Convido às mamães que já passaram pela Roda Bem Nascer para darem seus depoimentos na próxima RODA BEM NASCER MANGABEIRAS. Conte seu parto hospitalar no público ou privado, domiciliar. Como foi a sua experiência. O que mudou em você pós maternidade?

COMO É SER MÃE? COMO ME PREPARAR PARA ESTE OFÍCIO TÃO SAGRADO?

No próximo sábado, 31 de maio, 9h30, no Centro de Educação Ambiental do Parque das Mangabeiras. Entrada gratuita. Aberta a casais grávidos, gestantes e demais interessados.

Pede-se contribuição para o lanche coletivo.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Tema Humanização do Parto chega à Assembleia Legislativa de Minas Gerais

Uma audiência pública sobre Assistência Humanizada ao parto foi realizada dia 30 de abril, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais e  reuniu representantes do COREN (Conselho Regional de Enfermagem), ABENFO (Associação Brasileira de Enfermagem Obstétrica), CRM (Conselho Regional de Medicina), Sociedade Mineira de Ginecologia (SOGIMIG), Associação Médica de Minas Gerais, Hospital Sofia Feldman, Comissão Perinatal da Secretaria Municipal de Saúde, Projeto Mães de Minas,  Centro de Estudos da Mulher da UFMG,   Rede Parto do Princípio/ Grupo Ishtar, ONG Artemis, de São Paulo, e ONG Bem Nascer.

A ONG Bem Nascer foi representada pela sua presidente, Cleise Soares. A audiência foi convocada pelo deputado e médico sanitarista, Adelmo Carneiro Leão, da Comissão de Saúde da Assembleia. Atualmente, tramita na casa o Projeto de Lei nº 4783/2013, de sua autoria, que institui o Plano Estadual para Humanização do Parto.

"Primeiro falaram os deputados da Comissão de Saúde, depois os representantes dos médicos e outra associações de classe, enfim, as ongs que representam as mulheres aqui em Belo Horizonte foram as últimas a falar. Será que esse é nosso lugar neste cenário? Comentário à parte, a audiência foi muito bem conduzida e a discussão foi rica, com todos os pontos de vista divergentes e convergentes", afirmou Cleise Soares
Os médicos estavam afinados em um discurso "humanização é o parto seguro". "Não é porque saiu vivo, que o parto foi seguro", contestaram algumas vozes. Quando um dos políticos começou a dizer que fazia partos, houve um murmurinho na plateia. Sua função é assistir partos. Quem faz o parto é a mulher.

2013 - A cesárea aumentou

Sônia Lansky, a grande articuladora do Movimento BH pelo Parto Normal, coordenadora da Comissão Perinatal da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte atualizou os números de cesariana em 2013 no Brasil: 56,7% e em Belo Horizonte, 52%.  Disse que os índices do SUS impactaram este último resultado, já que em 2013, o índice era de 52%. "O SUS está contaminado por estas práticas, há aí um paradoxo, com toda luta dos movimentos, os índices não diminuem". Mas ela garantiu que outros indicadores melhoraram, como os de episiotomia e aplicação de ocitocina sintética.

"Segundo estudos, acima das 15% de cirurgias necessárias, aumentam os riscos para a mãe e a mulher. Estes riscos são invisíveis, não são efeitos imediatos, mas a longo prazo para a mulher. Cesáreas não estão isentas de complicações;  é uma grande cirurgia".



 "O que estamos oferecendo para estas crianças?

Sônia Lansky lançou esta pergunta para a plateia e a mesa.
"Temos um índice de 12,5% de prematuridade, maior parte iatrogênica, geradas por cesáreas eletivas e fora de  hora. O nenê não está pronto para nascer. Muitos não atingem as 40 semanas, nascem com peso menor, idade gestacional menor, meninos do sistema privado, que deveriam ter bom peso."

"Uma forma de saber se ele está pronto para o parto é o trabalho de parto.  Tirar o bebê antes de nascer é um crime, ele corre risco de complicações respiratórias. Ele precisa das horas de parto para acabar a maturação, ter contato com as bactérias do corpo da mãe, fundamentais para sua proteção;  causa obesidade, doenças cardiovasculares, asma, alergia; até autismo está sendo associado a esta intervenção.  Fica comprometida a vinculação psico-afetiva. Temos que favorecer uma prevenção primária de doenças na vida adulta. Não é razoável tirar o bebê antes de 39 semanas", enfatizou. 


Banalização da cesariana

"Está havendo uma banalização da cesariana. É colocar em risco todos os dias várias mulheres. A assistência segue um modelo ultrapassado e não se baseia nas evidências científicas". Ela traçou um cenário dos partos no Brasil: intervenções desnecessárias no parto vaginal, mulher sozinha no trabalho de parto, em jejum, muitas vezes imobilizada no leito, sem conforto para a dor, ambiência inadequada, posição de litotomia, deitada, puxos dirigidos em horas inadequadas, ocitocina venosa que provoca mais dor, maus tratos, sofrimento fetal. "Uma cascata de intervenções sem comprovação científica para acelerar o parto. Manobras de kristeller,  episiotomia de rotina que fere a integridade corporal da mulher, que também não recebe informação sobre os procedimentos. 

Situação sem controle 

Sônia mostrou uma cartilha da Defensoria Pública de São Paulo, para disseminar e divulgar a violência obstétrica contra a mulher e a criança. Chamou o Executivo e o Judiciário para ajudar alavancar o processo. Assumiu: estamos sem controle da situação. Sugeriu campanhas midiáticas para divulgação da boa assistência e que na próxima audiência, chamar também o setor suplementar para a discussão, assim como a Vigilância Sanitária, a ANS e as operadoras de regulação.  "Devemos ajudar a alavancar este processo no setor privado".

Pacto pela Humanização do Nascimento em Minas Gerais

Ana Lúcia Keunecke, diretora jurídica e negócios da Rede Artemis, veio de São Paulo para a audiência. Sua organização trabalha "Pela autonomia feminina e erradicação de todas as formas de violência contra a mulher". Veja o seu discurso:

"O que nós mulheres, queremos mudar na assistência? Convoco a Casa a ousar pela sociedade, fazer um Pacto pela Humanização do Nascimento em Minas Gerais,  ser a percusora  de um movimento contra a violência obstétrica, que também uma violação dos direitos humanos.  Tem a ver com o profissional médico, com a enfermeira obstetra, com os gestores, com a mulher, com a sociedade. Sentimos falta de um pacto que reúna tudo isto. Falou sobre o plano de parto, que indica os desejos e escolhas da mulher no trabalho de parto. Apontou a importância da equipe multiprofissional durante o parto, incluindo a doula, preparada para amparar as mulheres durante o trabalho de parto.

Quem vai responder?

Qual a resposta para este médico que hoje faz episio  contra a vontade da mulher? Episio é feita de rotina, índices alarmantes, a  mulher fica com a vida sexual abalada. Quem responde por isto?Médicos vão começar a responder pela violência obstétrica. Quem vai ter a coragem de realizar um procedimento sem consentimento informado, não atrelados às evidências científicas e recomendações da Organização Mundial da Saúde. que sugere as melhores práticas?  Por isto, este Projeto de Lei pode ir muito além. Que ela seja atendida por uma equipe multi com doula e médico, cada um desempenhando seus papéis. Isto é informação e segurança no parto. Bebê é vítima da violência obstétrica, pai é vítima da violência obstétrica. Não acreditamos que o caminho seja a penalização, a criminalização. Uma mulher em São Paulo recebeu uma episiotomia sem autorização, entrou na Justiça e o juiz considerou que houve lesão corporal. A intenção é que todos os atores convirjam para o mesmo lado... 
artemis.org.br 

Transparência no setor privado
A coordenadora do Grupo Ishtar, Pollyana Amaral representou à mesa a rede Parto do Princípio e chorou ao lembrar suas experiências de cesárea desnecessária. Está grávida do terceiro filhos e declarou "o parto atualmente é de todo mundo, menos da mulher. Informou que a Semana Mundial pelo Respeito ao Nascimento de 2014 terá como tema "Parto é Poder".  
Sugeriu: "Os médicos estão sobrecarregados, então porque não se juntam a outros profissionais. Cobrou um canal de denúncias de violência obstétrica. "Nas instâncias de violência da mulher, ninguém sabe ainda o que é violência obstétrica. Como usuária do sistema suplementar, e consumidora, reivindico que as operadoras de saúde disponibilizem os índices de cesarianas, episiotomias etc para que se possa escolher com informação. Não existe transparência nas maternidades privadas".  Pediu fiscalização destas maternidades para o cumprimento da  RDC 36. 

Uma boa ideia 

Dra. Silvia Almeida de Oliveira Cosa Martinez da ONG Gênero e Geração (REGAR), de Ouro Preto, contribuiu com a discussão. Exibiu um vídeo da década de 1989, sobre parto de cócoras, realizado por Dr. Moysés Parcionick. Citou pesquisadores históricos no Brasil, como Dr. Caldeyro Barcia e Hugo Sabatino.  Ela ficou um tempo em sua clínica em Curitiba e presenciou "partos sem dor, com prazer, um ritual não racional, com estabelecimento de um vínculo entre mãe e filho". Ela teve seu filho lá. Propôs a criação de Centros de Parto Normal Escola, que foi aplaudido pelos participantes. 

A representante do COREN, Angela Vieira,  falou sobre a inserção da enfermeira obstetra no contexto do parto. "Temos que trabalhar em equipe,  Educar constantemente a mulher e os profissionais'. 

Da academia, a audiência contou com a presença da coordenadora do Núcleo de Estudo Mulher e Saúde do Departamento de Medicina Preventiva e Social da UFMG, Anayanse Correa Brenes. Ela lembrou sua experiência com o nascimento de seu primeiro filho:
“Por minhas origens, encarava o parto natural, como o próprio nome diz, como uma coisa natural. Trabalhei até o último dia de gravidez e me assustei ao descobrir, 30 anos atrás, que Belo Horizonte só tinha três médicos que se arriscavam a fazer parto natural. Felizmente consegui isso, embora tenha sido obrigada a reduzir um pouco minhas expectativas em torno da hora do parto”. Terminou aplaudida quando disse: "Parto é doença? Se você está grávida, o seu filho vai sair, como um fruto caindo de uma árvore”.
O Sofia no contexto histórico

Dr. João Batista de Castro Lima, do Hospital Sofia Feldman, lembrou a história da instituição. "Tem tudo a ver com todo este processo do desenvolvimento do SUS no Brasil, década de 90 o sistema de saúde era desigual, excludente, muitos não tinham direito  a atenção básica. Não existia componentes da saúde pública, nem vacinação.  Veio dentro da Reforma Sanitária, depois da Conferência Alma Ata, de1978, que propunha saúde para todos. Fiquei sabendo de um hospital no bairro Tupi, já estavam lá um obstetra (Dr. Ivo Lopes) e um pediatra (Dr. José Carlos da Silveira) e um grupo de enfermeiras junto à comunidade. 

Hoje, somos a maior maternidade do Brasil em número de partos e a maior Neonatologia em número de atendimentos. /Assistimos a  11 mil partos em 2013.  Temos 120 leitos Neonatologia mais 60 na Obstetrícia, quase 200 leitos. Um hospital filantrópico, 100% SUS. 

Centro de formação de  enfermeiras obstetras

Já naquela época questionávamos a assistência altamente tecnocrática, com intervenções desnecessárias, materialista. O que nos inspirou foi uma publicação da Femina (revista publicada por Dr. Moysés Parcionick), que mostrava uma assistência não centrada na figura do médico. A primeira menina que lá nasceu, Sofia, teve seu parto assistido por uma enfermeira obstetra, Maria Nazareth, que dá nome a um dos quartos do Centro de Parto Normal Helena Greco. Desde o início, temos uma parceria muito grande com a Escola de Enfermagem da UFMG. O Hospital é um centro de formação para enfermeiras obstetras, campo de estágio para a Universidade Federal de Juiz de Fora. 

O SUS ampliou muito o acesso. É o maior sistema de saúde do mundo. O sistema privado é mercantilista, visa só o lucro e é excludente. O SUS atende a 200 milhões de pessoas. Até quem não acha que usa o SUS usa, através das campanhas de vacinação, da Vigilância Sanitária, do SAMU. 

A segurança no parto

Uma criança sair viva de um hospital, não quer dizer que saiu bem. Segurança não é só do biológico, é social e psicológico. Aspecto que garante  a segurança é o trabalho em equipe multiprofissional. É o que impacta a assistência. Somos referência para o Ministério da Saúde, não porque pedimos, mas porque ele nos descobriu. Estamos à disposição para ajudar na mudança de modelo. Este modelo atual é absoleto, anacrônico e perigoso.  52% de cesarianas, 90% em alguns hospitais, isto não é seguro e vai contra todos os países mais civilizados. A sociedade tem que participar, sem ela, não há mudança. Será que a sociedade quer isto que lhe é oferecido?

Palavra dos médicos
I
tagiba de Castro Filho/Conselho Regional de Medicina

"O parto tem que ser seguro. Devem ser garantidas as condições mínimas de trabalho aos profissionais e a saúde da parturiente. O parto domiciliar está sujeito a intercorrências obstétricas".

Lincoln Lopes Ferreira/Associação Médica de Minas Gerais

"A opção deve ser sempre pelo que for mais seguro para a mãe e para o bebê".

Maria Inês de Miranda Lima/SOGIMIG/Associação dos Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais

“Há cidades que têm o obstetra somente duas vezes por semana. Isso não é correto. Temos que trabalhar pelo parto seguro, e para isso é necessário uma equipe mínima para garantir o bom resultado. O preço pela demora na identificação do risco pode ser uma vida ou uma sequela. É lindo um parto normal, mas nem todos terminam sem a necessidade de uma intervenção. A cesariana é um avanço científico, ela salva vidas e às vezes é necessária”.

Mães de Minas 

Maria Albertina Santiago Rego, referência técnica do programa estadual Viva Vida/Programa Mães de Minas: "o grande desafio ao discutir a prioridade do parto humanizado é lidar com os pequenos municípios e os chamados vazios assistenciais, nos quais o poder público tem grandes dificuldades de manter os profissionais de saúde.Temos que reconhecer que enfrentamos falhas nos três níveis: estrutura, qualificação e monitoramento. Mas isso não é uma exclusividade de Minas Gerais”.

O deputado Adelmo Leão questionou o Programa Mães de Minas, que teria apenas ações pontuais.  "Dinheiro para esta área não é financiamento, é investimento. É possível implementar mais recursos para esta estratégia, abrangente, estratégia universalizada". 

Palavra dos deputados

Pompílio Canavez (PT): 
Deputado Pompílio Canavez (PT) 
"Quando prefeito de Alfenas (Sul de Minas), tínhamos um programa que praticamente zerou a mortalidade neonatal no município. O projeto foi premiado pelo Governo Federal. Os municípios têm o seu papel. Unimos várias secretarias com esse objetivo e não focamos apenas na gestante, mas na família como um todo, com ótimos resultados”.
Deputado Arlen Santiago (PTB): "Quero lembrar das dificuldades de infraestrutura enfrentadas sobretudo pelos pequenos municípios. Como médico radiooncologista, muitas vezes fui o único plantonista para toda uma região. Tinha que fazer de tudo, inclusive partos. Entendo a importância do parto humanizado, mas e se uma mãe morrer em uma dessas casas de parto? Quem será responsabilizado?”
Deputado Doutor Wilson Batista (PSD): "É preciso mesmo humanizar cada vez mais os procedimentos médicos". O parlamentar apresentou requerimento para que as autoridades de saúde do Estado façam campanha educativa sobre o tema. "Considero esta audiência uma das mais importantes que já participei. A medicina acumula uma dívida imensa com seus assistidos. O parto não é uma doença, deveríamos respeitar a fisiologia do parto. É um processo evolutivo natural, não é uma patologia". Reconheceu: "Não conhecia esta violência e os riscos. Como médico, não conhecia".

Adelmo Leão: "parir não é um ato médico, é uma ação multiprofissional que pode dar conforto e segurança durante e depois do parto". 

Chamou os representantes de classes para fazer "uma condenação a este excesso de cesarianas. Uma jovem pedir cesárea não é legítima em si mesma, a partir da dependência cultural que impõe essa vontade à mulher. É uma escolha contaminada por manipulação midiática. É uma situação de risco, perigosa".


Acesse a cobertura da audiência no www.almg.gov.br
Dê sua opinião.

Dr. João Batista e Cleise Soares

AUDIÊNCIA PÚBLICA NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE MINAS GERAIS
TEMA: ASSISTÊNCIA HUMANIZADA AO PARTO
DIA: 30 de abril de 2014
Discurso de Cleise Soares

Estamos aqui para discutir a assistência humanizada ao parto. Ela está sendo desumana? Desrespeitosa? Está mudando o curso da vida? Como diz o obstetra Michel Odent, nunca se interviu tanto no nascimento do ser humano. A muitos está sendo negado o direito a nascer segundo a sua natureza. Esta questão diz respeito à ecologia humana, um ato tão grave como a derrubada das árvores na Floresta Amazônica. E traz consequências, nem todas ainda mensuradas, a níveis psicológico e emocional para esta mulher e esta criança.

52% de cesáreas em Belo Horizonte, mais de 56,7% no Brasil. A Organização Mundial de Saúde informa que apenas 15% dos partos demandam cirurgia. Mais da metade das crianças brasileiras chegaram ao mundo via cesariana. Por quê? A cultura da cesárea é recente, mas já se incorporou na nossa sociedade. O parto demanda uma tecnologia leve, humana. Ser compreendido na sua naturalidade e simplicidade.

Há várias questões que levam a esta situação. Começa na academia, na formação dos profissionais de saúde, futuros médicos que saem da universidade despreparados para assistir partos normais e bem capacitados para as intervenções. Depois, acabam oferecendo estes partos anormais que vemos por aí. As mulheres se veem diante de duas opções: a cesárea e este parto intervencionista, com episiotomia, aplicação de ocitocina sintética, fórceps, anestesia, excessivos toques, um parto totalmente medicalizado. 

Temos amigas que tem conseguido parir nos hospitais privados de acordo com suas demandas, escolhendo a dedo os médicos adeptos da assistência humanizada; mas mesmo assim, se elas decidem tomar anestesia, têm que ir de cadeiras de rodas para o bloco cirúrgico. Outras preferem ir para o SUS eficiente, o Hospital Sofia Feldman – referência nacional e internacional em assistência ao parto. Ou optam por partos domiciliares. Mas a grande maioria é engolida pelo sistema, pela frieza dos hospitais, pelos atos mecânicos dos profissionais de saúde, que repetem procedimentos já derrubados pela medicina baseada em evidências e com desconhecimento das boas práticas.

Devemos sair deste modelo médico centrado, hospitalocêntrico,  que vê o parto como doença. Abrir espaço para o atendimento multiprofissional, dividindo responsabilidade e inserindo a  enfermagem obstétrica, esta, mais preparada para cuidar, acolher e esperar o trabalho de parto. O médico é formado para intervir, medicalizar. Não contestamos as cesáreas necessárias, elas são uma benção, pois salvam as vidas das mães e das mulheres. Também acreditamos que médicos respeitosos e preparados para assistir a partos naturais continuam bem-vindos à cena do parto.

Questionamos as cesáreas eletivas, aquelas que desconhecem os ritmos da natureza. Já dizia Otto Rank, contemporâneo de Freud, o primeiro a falar sobre trauma do nascimento: “Quem não luta para nascer, não luta para viver”.  Nossa preocupação é com essa criança, retirada muitas vezes prematuramente do útero de suas mães, antes de terem dado sinal de que iam nascer. Em decorrência da epidemia de cesáreas, ocorre no Brasil uma epidemia de prematuridade, gerando crianças com problemas pulmonares pelo resto de suas vidas. Sem contar as questões psicológicas e emocionais.

Devolver o protagonismo do parto para a mulher, respeitando suas escolhas, seu tempo. Não incluo neste direito, o da mulher ser atendida em um pedido de cesárea, já que ela não tem conhecimento científico para se auto indicar uma cirurgia. Recomendamos as boas práticas. Uso de ocitocina só quando bem indicada, parcimônia nos toques no trabalho de parto, respeito ao tempo da mulher, escolha da posição, oferta do parto de cócoras. Nasceu? O corte do cordão umbilical deve ser feito pelo pai ou outro acompanhante. Ser preservado o contato pele a pele da mãe com o bebê, logo após o nascimento; um momento único, de fazer vínculos, momento sagrado, da família, momento roubado cotidianamente nas maternidades brasileiras pela pressa da pediatria ou enfermagem para lavar, pesar, medir. Temos que intervir na forma de receber este bebê. Menos luzes. Menos ruídos.

As mulheres têm sofrido violência obstétrica. Houve o caso recente da Adeli, que foi levada por uma força policial, formada por 9 soldados, na tora, para uma cesariana, situação que gerou protestos dentro e fora do país. Faço rodas para gestantes do interior de Minas e ouço falas recorrentes que elas escutaram em seus partos: “Não grita, para fazer você não gritou”, “não grita, o nenê não sai pela boca”. Uma delas me relatou que o primeiro filho nasceu e ela só foi vê-lo no outro dia. Quando ele chegou ao quarto, ela o estranhou. No segundo filho, aconteceu o contato pele a pele. Ela – uma mulher simples do povo -  reconheceu ali que tem mais vínculo com este filho e dificuldades de relacionamento com o outro. Mostra que procedimentos rotineiros podem deixar marcas na mulher, na criança e na família.  

Em 13 anos de ong Bem Nascer já atendemos a mais de 1.000 mulheres. Muitas que sonharam um parto normal e foram vítimas de cesarianas desnecessárias choram suas cesáreas conosco. Uma delas disse: “engravidei, mas não pari”. Uma outra relatou que sua amiga estava convicta, queria uma cesárea. No momento da cirurgia, o bebê já estava totalmente encaixado. Foi preciso puxá-lo de volta. Neste procedimento, algum problema ocorreu. Hoje, ela sente culpa. Para este ser humano sua primeira experiência entre nós não foi nada agradável. Estava pronto para a largada. É como morrer na praia.

Estamos aqui na casa dos mineiros. É urgente levar esta consciência para os médicos, profissionais de saúde, mulheres e sociedade do interior de Minas. Sou de Carmo do Rio Claro e sei que lá ocorrem quase 100% de cesarianas.  Sugiro que o Mães de Minas capacite os profissionais para oferecer uma assistência humanizada ao parto e nascimento. Vejo um trabalho sendo feito pelo Ministério da Saúde, na Rede Cegonha, que mensalmente leva profissionais e gestores de maternidades brasileiras para sensibilização para este novo modelo no Hospital Sofia Feldman. Fui informada por uma colega jornalista que muitas cidades, por questões políticas,  não contratualizaram com o programa. É um trabalho de formiguinha, mas tenho ouvido dos médicos visitantes: “eu não corto mais” referindo-se a episiotomia, “o que eu tenho mais nojo é de colocar aquele nenê melado em cima das mulheres”, mas ele passou a preservar o pele a pele.

Esta audiência pública é uma conquista dos movimentos civis, dos profissionais que nadam diariamente contra a corrente, das mulheres que se apoderam e lutam pelos seus partos. É uma conquista para nós, que militamos pela causa desde a década de 80. Em 1987 realizamos o I Seminário pela Humanização do Nascimento, na Maternidade Odete Valadares, em parceria com a ong Grávida-Grupo pela Garantia à Gravidez Ameaçada.  Lutávamos, então, pelo direito a acompanhante no trabalho de parto  o fim dos berçários e uma melhor assistência no sistema público, então INAMPS,  já conquistados, no que diz respeito a Belo Horizonte. Por isto, creio nas mudanças.

Quero pedir aqui empenho dos deputados em suas ações no interior, das organizações e conselhos de classe na orientação dos seus profissionais, da academia para mudança curricular e a colocação de foco no parto normal. Ao Judiciário quero pedir providências para garantia de acompanhante para as mulheres do interior de Minas. Muitas delas relatam nas rodas que não estão tendo esse direito, já garantido por lei federal, respeitado.
Nós queremos mudar o mundo. Segundo Michel Odent: Para mudar o mundo há que se mudar  a forma de nascer.

Nossa luta é por esta mulher e por esta criança. Para resgatar a simplicidade do nascimento. Criar espaços com ambiência adequada para o trabalho de parto. Adotar as boas práticas. O resto, deixa com as mulheres, nós parimos os homens desde o princípio dos tem

Cleise Soares
Fundadora e Presidente da ONG BEM NASCER – 
www.bemnascer.org.br
cleisempsoares@gmail.com