quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Os Planos de Deus


Segue o relato de parto de Janaina Bicalho. Um parto hospitalar assistido por Dr. Marco Aurélio Valadares, que é também meu obstetra e fundou comigo o Movimento Bem Nascer. 
Janaina Bicalho em uma aula de Yoga que ministrei na Roda Bem Nascer do Parque das Mangabeiras.
“Bem se diz o ditado: a gente faz e Deus desfaz. Fazemos planos e Deus tem outros para nós. Eu e meu marido moramos há muitos anos nos EUA e resolvemos vir para o Brasil ter o nenê de parto humanizado. Eu vim antes e meu marido marcou passagem para o dia 24 de outubro de 2006, adivinhem, neste dia entrei em trabalho de parto. Acordei às três horas com uma cólica muito forte. Fiquei esperando para ver se piorava. Às 5h, minha mãe levantou e vendo que eu sentia dor pediu para eu ligar para o Dr. Marco Aurélio (Valadares). Esperei até 7h e quando liguei ele me pediu para ir direto para a maternidade. Eu estava com 4 cm de dilatação, ainda demoraram mais 12 horas até o nascimento. Entre dor, ansiedade e alegria, tentei empregar as técnicas aprendidas com Yoga com a Cleise (Soares), fiz uma sessão de acupuntura com Marco Aurélio e também banhos de água quente.

Infelizmente, tive que  pedir um pouco de anestesia quando estava com 6 cm, porque o tempo estava se prolongando demais e eu estava cansada. Tive medo de não ter energia para a hora da expulsão. A anestesia foi ministrada mais fraca, tanto que pude ter o parto de cócoras.

Passadas 4 horas da anestesia pude vivenciar a maior maravilha do mundo: o nascimento do meu filho. Ramatis, o anjo da minha vida. Sua chegada foi linda e emocionante. Me fez sentir tão bem que posso dizer que me senti o próprio Deus naquela hora.

Tinha  minha mãe e uma amiga comigo no momento, que filmou todo o parto já que o pai não pode estar presente. Eu mesma cortei o cordão umbilical homenageando o pai e cantei a música que foi o nosso mantra durante toda a minha gravidez. Gravidez esta que sinto tanta saudades,  mas que me trouxe a coisinha mais preciosa que aconteceu em minha existência.
O segundo filho ela teve nos Estados Unidos. Capturei as fotos do seu face.

Logo que voltei ao quarto, minha amiga perguntou: seu próximo filho vai ser cesariana programada, não é? E eu lhe disse: Pois teria outro agora mesmo; no  mesmo hospital (Maternidade Santa Fé), com o mesmo médico (que, aliás, eu senti como um pai naquelas horas tão importantes!) e com as mesmas dores mais gratificantes que um ser pode sentir. Ainda bem que tudo foi filmado, porque agora até o meu próximo parto, posso vivenciar de novo este toda a vez que sentir saudades. 

Foi tudo lindo e mágico!
E o pai? Chegou no outro dia. Infelizmente perdeu o nascimento, mas ficou admirado pelo nosso lindo e saudável filho.

Por Janaina Bicalho


quarta-feira, 22 de agosto de 2018

A forma de nascer influencia a forma de viver?



            Fiz esta entrevista há muito anos e agora a reencontrei em meus arquivos. A psicóloga Corina Santos faz uma análise muito interessante. Publiquei primeiramente esta entrevista no site do Núcleo Bem Nascer, quando fiz assessoria de comunicação para eles.
Valéria Carvalho e seu filho Ian, que nasceu de parto de cócoras com Dr. Marco Aurélio Valadares


  A forma de nascer influencia a forma de viver?
               
A pergunta foi feita para a psicóloga clínica Corina Maria dos Santos. A resposta foi SIM. “É com isso que eu trabalho em consultório. Em algum momento, procuro saber como foi o nascimento e se a pessoa foi amamentada.” Esses dados são importantes no meu ponto de vista e dizem muito sobre o comportamento do indivíduo.” Ela explica, aqui, o que percebeu nos seus 30 anos de clínica e  faz questão de acentuar: “São observações minhas, em consultório, não estão comprovadas cientificamente”.

               “O parto é o nascimento – quem eu fui? Quem eu sou? Um grande ato heróico.”  Corina reviveu seu próprio nascimento em um trabalho xamânico na Cordilheira dos Andes, nas Águas Calientes. “Eu senti falta de ar e um puxão no cordão umbilical. Eu era a mãe. Eu era o nenê.”

                Se o parto influencia a forma de viver, então formulamos algumas perguntas a Corina. Cesárea deixa sequelas emocionais?  Ela fez questão de frisar que tudo é relativo, cada caso é um caso. No entanto, fez constatações diante dos casos que atendeu ao longo dos anos.

P: E a cesárea eletiva?

R: Fiquei nove meses amadurecendo. Na hora de nascer, eu luto, me preparo, mas alguém me tira. Perdi a primeira batalha. Eu não vou acreditar que dou conta. Posso ter frustração, baixa estima. Eu não consigo concretizar as coisas. Não se sente capaz de fechar um projeto. Vai começar, não vai acabar.
Na literatura médica, a mãe é que faz, a criança é passiva. Não leva em conta que a pessoa vem com uma história para contar. Essa criança é passiva. Não tem opinião. Não é levada em conta. Não foi levada em conta, em consideração. Eu não existo. Eu não tenho opinião.

P: E a cesárea que foi necessária?
R: Esta cesárea envolveu sofrimento. Envolveu risco de vida. Ela sofreu em sua matriz perinatal, alguém a tirou do sofrimento. Ela vai sofrer, sofrer, vai construir o drama, vai repetir a cena, até sair do piloto automático

P: E quando a criança tem o cordão enrolado no pescoço?
R: Quando isso é somatizado, ela se sente, por exemplo, com a corda no pescoço. Uma pessoa enrolada. Vive enrolada. Sente-se sufocada, asfixiada. É aquela que está sempre no cheque especial. Se eu ousar ser normal, vou morrer.

P: Você faz alguma relação com efeito das drogas usadas no parto?
R: A criança prepara-se para ser um guerreiro, enfrentar uma grande luta. Alguém vem e dopa a mãe. Não dá a ele chance. Imobiliza. Perde a primeira batalha. Temos um guerreiro que não pode guerrear. Ele vai desenvolver um projeto maravilhoso, na hora H, desiste, desacredita, guarda na gaveta. Ele não venceu. Ele não acredita que tem condições de vencer. A percepção dele de fracasso é corporal.
Em minha experiência em atender dependentes químicos, posso afirmar que o viciado em drogas quer reviver o paraíso perdido, aquele estado simbiótico, a primeira matriz.  Não quer batalhar pela vida. Nascer é sair para o mundo.

P: O que fazer?
Vidas mal escritas, mal contadas. Recuperar a escrita perdida. Sair do piloto automático. Eu mesma vou dirigir a minha vida. Não posso ser vítima do meu nascimento. Posso ter minhas escolhas. Resgatar o elo comigo desde o útero da minha mãe. Um exercício bom é boiar na piscina, ouvir o barulhinho da água.”

P: Ser mãe é padecer no paraíso?
Ou a gente se doa ou a gente se sacrifica. É um grande movimento de se refazer. Passar a limpo a nossa história. Um momento de luz. Pode ser um padecer – sacrifício – ou um sacro ofício, um ofício sagrado.

Mãe duas vezes
Quando Corina pariu sua filha, Renata, passou pela experiência do “Sono do Crepúsculo”. Foi medicada primeiramente com calmantes e depois com anestesia geral. “Eu não vi o parto, não sei como consegui ter parto normal. Acredito que passaram fórceps”. Depois do nascimento, Corina não tinha forças nos braços para pegar a filha no colo. Renata, que hoje é obstetra, repetiu a experiência. Teve uma cesariana e a anestesia, ao invés de descer, subiu e anestesiou os braços. Ela, então, se viu na mesma situação do seu nascimento.
A  avó psicóloga faz uma leitura da experiência da filha: “ a cesárea estava programada nela. Entendo que ela precisava voltar naquele lugar. O elo perdido. Ela precisava re-sofrer”
Corina nasceu de parteira,  pariu dormindo e  agora, avó, afirma “estou curando o meu umbigo”.



sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Yoga Mãe Bebê - Tranquilidade em dose dupla

Muito bom ver os bebês que costumamos conhecer ainda no ventre, pessoalmente. É ver o resultado de toda uma rede de apoio que existe em Belo Horizonte. Algumas delas tiveram parto em casa, outras no Sofia ou  no sistema privado. Cada uma conquistou o parto dos sonhos, pelo qual lutaram. Os bebês, nascidos assim, na tranquilidade, na consciência, no respeito, são tranquilos. Participaram: Carla com o Guilherme, Marciley com Milena, Emanuelle com a Sofia, Vanessa com a Elisa, Juliana com a Maria Flor, Maíra com Gaspar e Regiane com Cecília.

 Esta semana, estreei com Yoga Mãe Bebê no salão de festas da Juliana Garcia. Sete mães se reuniram a partir de uma lista do Zap de Bem Nascidos. Todos os bebês com quatro meses. 
 Uma experiência muito interessante e prazerosa, onde mãe e filho são beneficiados. As mães praticam os alongamentos com os bebês.
 Nestes alongamentos, ela interage com seu bebê. A mãe, sobrecarregada pelos primeiros meses exigentes, pode descontrair, alongar, relaxar...
 Os bebês se comportaram muito bem. Adoraram os mantras do final aula, quando eles são saudados pelos seus nomes.
 A aula de Yoga Mãe Bebê inclui exercício que a  mãe faz no bebê, reproduzindo movimentos de Yoga, trabalhando a coordenação motora e massageando-o, levando-o a um relaxamento profundo.
Atendo Yoga Mãe Bebê em Domicílio. Uma boa opção é esta, reunir algumas amigas em um espaço coletivo e fazerem a aula juntas. Contatos por Zap: 31-99415.6344 ou por telefone:31-3317.0687.

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Transforme seu parto em prazer! Com Yoga você consegue!


Fui convidada a ministrar a Oficina de Preparação Prática para o Parto pelo Yoga para gestantes do Plano de Saúde CASU, em 15 de setembro. A prática utiliza de ferramentas do Yoga, adaptando-as para a gestação e o trabalho de parto. Entre elas, respirações, posturas e sons específicos que a parturiente pode usar durante o nascimento do seu bebê, tornando a experiência menos dolorosa e mais prazerosa.


O Yoga energiza, harmoniza e aprofunda o contato entre a mãe e o filho; ou o casal grávido. O pai é convidado a participar do parto e é orientado em como ajudar sua parceira naquele momento. As técnicas criadas  já foram0 experimentadas por centenas de mulheres. Nos 30 de experiência, Cleise Soares agregou outras técnicas associadas [Cromoterapia, Chakroterapia, Retroalimentação energética, Do-In Auto Massagem]e criou um método onde adaptou o Yoga para este momento especial da vida da mulher. O resultado é uma mulher mais tranquila, um casal mais unido e um maior vínculo com seu filho.


O método também favorece uma postura mais receptiva e flexível por parte da gestante, atuando em sua mente, levando à positividade e confiança na sua natureza.O parto deixa de ser "sofrimento" para ser uma vivência forte e profunda, que leva a mulher à sua ancestralidade e revela uma força inerente em todas as mulheres.

Quem sou eu?

Sou mãe de quatro filhos: Iago, com 32 anos, Iana, com 30 anos e Ayrá Sol, com 20 anos.  Quando a última nasceu, eu estava com 41 anos. Dois anos antes, tive uma filhinha, de nome Verady, era especial e viveu apenas um mês. Fundei duas ongs em Belo Horizonte. Na década de 1980, com o psicólogo Marcus Vinícius de Oliveira, o Grávida - Grupo pela Garantia à Gravidez Ameaçada, que realizou em 1987 o I Seminário pela  Humanização do Nascimento. Em 2001, juntei-me ao obstetra Marco Aurélio Valadares e, juntos, fundamos a ong Bem Nascer -  Pelo Parto Natural, hoje denominado Movimento Bem Nascer. É formada por uma equipe multiprofissional, composta pela enfermeira obstetra, Odete Pregal, a psicóloga, Roseanna Soares, a fisioterapeuta e doula, Rosana Cupertino, e a doula e terapeuta Bel Cristina e eu,  professora de Yoga e jornalista.

Chega mais!

 O Movimento  Bem Nascer promove rodas de conversa mensais há 15 anos. Atualmente, no Centro Cultural do Banco do Brasil, CCBB, na Praça da Liberdade, toda última quarta feira do mês,às 9h30. Aberta para gestantes e casais grávidos, gratuita. O Movimento Bem Nascer convida  as gestantes e casais grávidos da CASU para estes encontros mensais.


Eu saí recentemente do Hospital Sofia Feldman, onde atuei 7 anos como jornalista na Assessoria de Comunicação. Me especializei em Comunicação e Saúde, na Escola de Saúde Pública. Hoje, atendo com Yoga para Casais Grávidos em domicílio.


www.yogabemnascer.blogspot.com
Vamos fazer Yoga em sua casa?Quer falar comigo?
Manda um ZAP 31-99415-6344 ou ligue para 3317.0687


quinta-feira, 12 de julho de 2018

Momentos para nunca mais esquecer...

Yoga para Casais Grávidos. Momentos íntimos de interação, acolhimento, união, afeto entre os três, o pai, a mãe e o bebê.

Momento de relaxamento profundo, de intimidade e fusão. Momentos que ficarão registrados para sempre na memória do bebê que ali está sendo gerado!


Yoga para Casais Grávidos em Domicílio
Cleise Soares
99415.6344

Yoga para Casais Grávidos, em grupo.

Esta aula foi ministrada pela professora Cleise Soares no Parque das Mangabeiras, quando ocorria lá as Rodas do Movimento Bem Nascer. Com a febre amarela, o parque foi fechado. Atualmente, as rodas ocorrem no Centro Cultural do Banco do Brasil, na Praça da Liberdade, todo quarto último sábado do mês, às 9h30. Visite o facebook do Movimento Bem Nascer e se informará sobre os temas de cada mês.










quarta-feira, 11 de julho de 2018

Yoga em minha casa! Que tranquilidade!

Conforto, praticidade, tranquilidade... Fazer Yoga em casa é tudo de bom! Não precisa se deslocar pelo trânsito e está em sua privacidade. Meu método adapta o Yoga para a gestação e o trabalho de parto. O Yoga oferece ferramentas eficientes para a mulher, para o casal. O objetivo é passar pela experiência de forma prazerosa, onde a dor não é sofrimento e a vivência é transformadora.

Como incluir o companheiro? Ele pode te lembrar os movimentos, fazer massagens e te acalmar. Acima de tudo, estar ao seu lado na gestação e no parto. O Yoga a três é enriquecedor para todos os personagens envolvidos:
para a mãe, que prepara corpo e alma para a entrega no parto, para o pai, que se faz presente, se informa e se tranquiliza e para o bebê, que recebe as emanações positivas e programações mentais de seus  pais. Assim, também se prepara para o nascimento.

Estou com pacotes promocionais. 4 aulas mensais, R$ 400,00, e 2 aulas quinzenais R$ 250,00.

Contatos pelo email cleisempsoares@gmail.com ou pelo Zap 99415.6344

Os Planos de Deus

Segue o relato de parto de Janaina Bicalho. Um parto hospitalar assistido por Dr. Marco Aurélio Valadares, que é também meu obstetra e fun...