segunda-feira, 23 de novembro de 2009

CAMINHADA PELAS BOAS PRÁTICAS NO PARTO

Caminhada na Roda Bem Nascer do Parque Municipal

CAMINHADA NA RODA BEM NASCER MANGABEIRAS

Companheiras, para encerrar novembro com chave de ouro, depois de um congresso de obstetrícia, workshop da Naoli Vinaver Lópes (dia 25), mesa redonda Por que Bem Nascer (dia 26) e homenagem ao Sofia Feldman (dia 27) vamos fazer uma Caminhada pelas Boas Práticas no Parto, na próxima Roda Bem Nascer no Parque das Mangabeiras (Centro de Educação Ambiental). Programação:

- 9h - Yoga para gestantes ou casais grávidos - com a professora Cleise Soares

- 9h30 - Roda de Apresentação

- 10 h - Escrever nas cartolinas - favor cada um levar uma cartolina - suas manifestações pelo parto respeitoso.

- 11h - Lanche Coletivo

- 11h30 - Caminhada pelas Boas Práticas no Parto, saindo do CEAM (Centro de Educação Ambiental) até a Praça das Águas. Vamos contorná-la em silêncio, apenas erguendo os cartazes.

VENHAM TODAS - VAMOS FAZER BARULHO EM SILÊNCIO

CINE MATERNA COMEÇOU EM BELO HORIZONTE

Equipe do Cine Materna, na inauguração no Pátio Savassi
Cleise Soares representando a ong Bem Nascer

Com a presença da nossa Camila na organização e das companheiras Renata Lara, Carol Giovanini, Carolina Noronha, Carolina Sampaio e a Dani (com o companheiro Ka), todas com seus filhinhos - foi inaugurado na última quinta feira, dia 17 de novembro, às 14h, o projeto Cine Materna em Belo Horizonte.

A nossa é a sétima capital que o projeto, idealizado por Irene Nagashina, de São Paulo, abrange. A partir de janeiro haverá sessões de quinze em quinze dias. O Cine Materna tem o objetivo de oferecer socialização e entretenimento para as novas mamães.

O evento em Belo Horizonte foi diferente de São Paulo. A idealizadora do projeto, Irene Nagashina, apontou um detalhe interessante. Enquanto em São Paulo, há estacionamento para carrinhos sempre lotado, aqui na capital as mamães chegaram com os nenês no colo ou no sling, bem perto do corpo. Elas disseram que isso indica uma maior proximidade entre mãe e filho.

Podem participar mamães com nenês até 1 ano e 8 meses. O espaço fica ambientado com fraldários e tapetes limpos com brinquedos para as crianças. O som é mais baixo e a sala o conta com um pouco de luz ambiente. Informações no site www.cinematerna.org.b


MESA REDONDA IMPERDÍVEL NESTA QUINTA FEIRA


POR QUE BEM NASCER?

Perspectivas do Nascimento no Brasil Atual

Existe uma epidemia de cesarianas no Brasil? O que fazer para alterar esse quadro epidemiológico, mudar o paradigma do atendimento à saúde e adotar as boas práticas do parto?

Os cinco médicos que compõem o recém criado – Núcleo Bem Nascer – vão responder a esta pergunta e traçar um panorama do parto no Brasil e no mundo, nessa próxima quinta feira, dia 26 de novembro, às 20horas , na sede IAAMG – Instituto de Acupuntura Médica de Minas Gerais, localizado à rua Carijós, 150 – 8º andar, centro. A entrada é gratuita e está aberta a gestantes, casais grávidos, profissionais de saúde e demais interessados.

Cada um deles abordará um assunto em especial. Dr. Marco Aurélio Valadares (OParto na história da humanidade); Dr. Sandro Ribeiro (O Parto no Brasil atual); Dra. Paula Soares (Assistência ao Parto – Mudança de Paradigma); Dr. Hemmerson Magioni (Humanização do Nascimento – Para onde vamos?) e Dra. Quésia Tâmara responderá à pergunta Por que Bem Nascer?

“O objetivo do Núcleo Bem Nascer é respeitar a mulher e o direito do recém nascido, o direito de nascer naturalmente. Devolver à mulher o dom delas de terem seus filhos. Mais que tudo, o Núcleo Bem Nascer será referência em boas práticas no parto e em partos normais, naturais, de cócoras...”, explica Dr. Marco Aurélio Valadares..

“A idéia é oferecer para as mulheres um atendimento de uma medicina menos intervencionista e baseada em evidências científicas. Durante muito tempo parto natural era coisa de`natureba`, uma opção feita pelos alternativos da década de 70/80. O Núcleo Bem Nascer quer se distanciar desta imagem e se associar a muita informação científica atualizada. O Núcleo Bem Nascer nasce dessa demanda que existe no sistema privado, de uma assistência obstétrica mais respeitosa, mais psicológica, mais natural e mais segura”, declara Dr. Hemmerson Magioni, que assiste partos na Maternidade Santa Fé no Hospital Sofia Feldman.

Núcleo Bem Nascer

O grupo é formado por três homens e duas mulheres. Uma delas é a mineira Dra. Paula Soares, obstetra e mastologista. Para ela “Bem Nascer é estimular práticas que favoreçam um parto saudável, física e emocionalmente. É nascer respeitando o corpo e a vontade da gestante e do seu companheiro”.

A outra mulher é a baiana Dra. Quésia Tâmara. Ela trabalha no Laboratório de Reprodução Humana – Pesquisa em Endometriose – do Hospital das Clínicas, atende partos na Maternidade Risoleta Neves – do SUS – e nas maternidade Santa Fé e Vila da Serra. O Núcleo Bem Nascer está aí para oferecer às mulheres a oportunidade de terem o parto como a realização de um momento de prazer, planejado, com a presença da família e com a oportunidade de desmistificar o parto”.

Além delas e do Dr. Hemmerson Magioni e Dr, Marco Aurélio Valadares, compõe o grupo o Dr. Sandro Ribeiro. Ele estudou medicina na Universidade Federal de Minas Gerais e fez residência em ginecologia e obstetrícia na Maternidade Odete Valadares, onde agora é gerente. Trabalha também no Hospital Odilon Bherens. Ele acredita que “parto é um momento muito intimista. Precisa o mínimo necessário e a conscientização da equipe- auxiliares de enfermagem, pediatria, anestesista –o momento pede silêncio.”

E está otimista: “Núcleo Bem Nascer – alguma coisa que está germinando e que vai se alastrar

O Núcleo Bem Nascer conta com o apoio da ONG Bem Nascer – uma organização de mulheres que atua em Belo Horizonte desde 2001. Com a mesa redonda POR QUE BEM NASCER - Perspectivas do Nascimento no Brasil atual, o grupo se apresenta a Belo Horizonte e divulga seu site – nucleobemnascer.com.br – onde publica trabalhos científicos, artigos com os vários profissionais da rede Bem Nascer, dicas de trabalhos corporais, relatos de partos e enfoca as últimas notícias, mantendo um contato direto com a comunidade.

SITE: www.núcleobemnascer.com.br



quinta-feira, 19 de novembro de 2009

IMPRESSIONADA!!!

IMPRESSÕES DE UMA JORNALISTA, MILITANTE DO MOVIMENTO BH PELO PARTO NORMAL NO 53º CONGRESSO BRASILEIRO DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA.

É bom ser ONG, porque ONG é livre, as sinceras ONGs são a voz do povo. Somos donos dos nossos sonhos, militamos por puro amor no coração, não por dinheiro e somos a palavra que contesta as instituições cristalizadas em si mesmas, muito pouco dispostas a mudarem seus milenares pontos de vista. Somos os gritos das mulheres diante do sistema que as leva desnecessariamente para a mesa da cirurgia, abrindo o casulo da borboleta antes da hora, maculando o que é natureza e privilegiando a “ciência”.

O que vi no congresso? Vi o poder da indústria farmacêutica. Estou acostumada a fazer feiras de artesanato, fiz muitas ali mesmo na Expominas, mas é a primeira vez que vejo remédio virar mercadoria e a sedução do merchandising. Normalmente, os stands são de pé direito baixo, não com dois três metros de altura, vidro, neon, efeitos. Megas espaços oferecendo pelas mãos de mulheres bonitas cafezinho, biscoitinhos, sorvetes de todos os sabores para uma massa de médicos, fazendo fila para ganhar almoço, cheios de sacolinhas de brindes, adoçando suas bocas enquanto os olhos – não tinha como não ver – mergulhavam naquele universo de outros idiomas – nomes complicados dos laboratórios derivados de outras terras – ocupando os melhores lugares.

A própria SOGIMIG menor que os laboratórios. O stand da Belotur, que carinhosamente acolheu o movimento, também estava inexpressivo, diante dos 7 mil turistas que ali circularam. E o movimento BH PELO PARTO NORMAL, referência nacional, que está até merecendo a atenção do grupo de parto normal do Ministério da Saúde, ficou num canto apagado,diante dos holofotes dos laboratórios. Ao fundo, via-se um monte de caixas de papelão jogadas como lixo. A Secretaria de Saúde foi expulsa pela organização da feira no primeiro dia. Essa atitude repudiamos veementemente. As voluntárias ficaram panfletando e exibindo seus nenês nos slings.

Enfim, lá foram colocados o sofá e a poltrona vermelhos e a TV passou a exibir os vídeos Nascer e Renascer, Um Dia de Vida e o do Sofia Feldman. Muitos paravam para assistir. Apareceram por lá a funcionária da SMSaúde Fátima e depois chegaram a doula Izabel e a futura enfermeira obstetra, Thereza Senra.

Olha que já andei com esse quarto por lugares os mais diversos – feiras, praças, shoppings, sempre exibindo filmes de partos naturais – nunca vi tanta gente de queixo caído diante das fotos do Batistuta. Parecia que estávamos fazendo pornografia. Como podem os ginecologistas se assustarem tanto com as posições ginecológicas do parto? Deveriam estar acostumados.

Na verdade, acredito que o que os incomodavam eram os partos declaradamente belos, momentos verdadeiramente intensos; era o êxtase ou o sorriso num momento que para eles está revestido de dor, revelando o natural abruptamente, tirando-os do sono doce dos laboratórios.

ALGUMAS QUE OUVIMOS DURANTE A SEGUNDA FEIRA

Um médico mais velho de Curitiba parou e ficou olhando estupefato a foto em que toda a família estava vivenciando o parto natural. – E o menino assistiu o parto? Olha a cara dele de traumatizado. Você teria coragem de ficar assim, nessa posição para ter seu filho, diante do seu marido? Respondi. Não só teria como tive. Ele disse: já fiz mais de seis mil partos (ele que fez) e viu centenas de casamentos diluírem, principalmente os jovens, depois de presenciarem estas cenas. Respondi: Dr, posso garantir que comigo está tudo muito bem. Meu marido continua o mesmo. Não vou entrar em detalhes... Ele disse, não, não precisa entrar em detalhes. Foi muito engraçado.

Mas a experiência foi riquíssima, assim como passaram olhos assustados para as fotos e pipocaram comentários – isso é grotesco! – se eu visse essa foto, eu não ia querer ter filhos! – e quem se responsabiliza judicialmente por isso? Eu trabalho na APAE em Osasco e aumentando as cesáreas, diminuíram os clientes.

Por outro lado, contactamos com médicos e médicas de todo o país, afinados com a filosofia do parto humanizado. Vou listar os locais das pessoas em que coletei e-mails:

São Paulo, Americana, João Pessoa, Formosa/GO, Campo grande, Piauí, Porto Alegre, São José dos Campos, Curitiba, Goirere/PR, Itajubá e Campos Gerais (MG), Recife, Fortaleza e Aracajú.

Fizemos contato com dois médicos do sul de Minas, um deles é o Dr. Eduardo Sena da Costa Almeida, dono do Hospital OdontoMedi “sou adepto do parto normal, mas as minhas clientes querem cesárea”. Ele faz lá de 20 a 40 cirurgias por mês. Esta cidade e este hospital estão carentes de informações dirigidas a essas mulheres. Precisamos chegar ao interior de Minas.

Depois conheci o Dr. Amador Martins da Silva que disse que na cidade há mais dois obstetras adeptos do parto normal e eles tem em Campos Gerais índice de 35% de cesáreas. Ficamos muito felizes. Quando pedi o e-mail ele escreveu gabinete... Perguntei: é da Secretaria de Saúde do município? Não, sou o prefeito.

Dois contatos maravilhosos quando formos caminhar por Minas Gerais na CARAVANA BEM NASCER, um sonho que pode virar realidade...

OUTRAS

Uma médica diante de uma foto que a mulher está com os olhos como se estivesse em êxtase. Para ela: nossa, parece que está morrendo, Deus me livre! Ouvimos muito: parto na água? Mas não é anti-higiênico? E essa: o nenê não afoga? Casa de partos, mas não é um retrocesso?

Em algumas perguntas, pude contar com a ajuda sempre tranqüila e didática do Dr. Dr. Marco Aurélio Valadares, da ONG e do Núcleo Bem Nascer, que conversou com vários médicos. Também passaram por lá o Dr. Sandro Ribeiro, também do Núcleo Bem Nascer e o Dr. Virgílio Queiróz, da Secretaria Municipal de Saúde. Os dois participaram de um fórum e falaram sobre atendimento na saúde básica e o aleitamento materno. Dessa mesa também participou Dr. João Batista de Oliveira, do Sofia Feldman.

Recebemos a visita do professor Heleuton Mendes, do Paraná. Ele contou que incentiva seus alunos a deixar que a mulher escolha a posição do parto.

Muitos profissionais que dão cursos para gestantes se interessaram pelas fitas ali exibidas. Seria interessante termos um canal e representarmos a vendas dos CDs aqui, porque eles levariam boas informações e boas práticas no parto para os outros lugares. Os filmes são verdadeiros exemplos, um deles mostra a Casa de Partos de Ceres/GO , o Sofia Fedman. Assim podemos suprir de informações os ativistas do movimento em todo o Brasil. Também podemos fazer um documentário das atividades públicas da ONG. Vamos formar uma Rede Bem Nascer

Quero ressaltar que vi pouco do congresso – mesas redondas, fóruns etc, tive informações de que o congresso foi muito rico em conteúdo científico.

Sei que na nossa simplicidade, em um espaço pequeno e sem o brilho ofuscante dos holofotes dos laboratórios, sem oferecer docinhos e guloseimas, fizemos contatos valiosos e tramamos humildes a nossa teia da vida, tentando preservar a natureza do nascimento e garantir aos novos homens que aqui chegam o direito de nascer naturalmente.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

UM NOVEMBRO CHEIO DE NOVIDADES!

Mães da Roda Bem Nascer

São tantas as atividades afins à nossa temática preferida, nascimentos, que resolvi fazer um resumo, para que possam fazer as suas agendas. Algumas destas atividades estão detalhadas em postagens anteriores desse blog.

UM RESUMO DAS ATIVIDADES DO MÊS DE NOVEMBRO

DIA 14 - de 14h30 às 17h30

RODA BEM NASCER MUNICIPAL

RODA DAS VOVÓS

foram convidadas algumas vovós para contarem o parto daquele tempo

no coreto do Parque Municipal

Entrada gratuita


De 14 a 17

CONGRESSO BRASILEIRO DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA

No Expominas

Estará montado lá o stand do movimento BH Pelo Parto Normal, que contará com o revezamento das voluntárias


Dia 17 _as 14h

CINE MATERNA

no Pátio Savassi -Cinemark

sessão especial para mães com filho até 18 meses

meia luz,som baixinho, fraldário, temas afins.

www.cinematerna.org.br


25 de novembro

Workshop com Naoli Vinaver Lópes

no Hospital Sofia Feldman

Vagas limitadas

26 de novembro

Lançamento do Núcleo Bem Nascer - formado por 5 obstetras da Maternidade Santa Fé

Mesa Redonda: POR QUE BEM NASCER? Perspectivas do Nascimento no Brasil atual

na sede do IAAMG - Instituto de Acupuntura Médica de Minas Gerais

rua Carijós, 150 - 8º andar - centro

Entrada franca

29 de Novembro

RODA BEM NASCER MANGABEIRAS

CAMINHADA POR BOAS PRÁTICAS NO PARTO

9 h - Yoga para Gestantes e para Crianças

9h30 - Encontro no Centro de Educação Ambiental CEAM, no Parque das Mangabeiras, onde os participantes farão cartazes de manifestação. Depois caminhamos em silêncio com as cartolinas e nossos filhos pela Praça das Águas.

11h - Saida da caminhada até a Praça das Águas em silêncio e com os cartazes.


UMA PARTEIRA MEXICANA EM BH

Em parceria com a maternidade, a ONG Bem Nascer promove o workshop com a parteira mexicana Naoli Vinaver, no dia 25 de novembro. no Centro de Capacitação do Hospital Sofia Feldman, localizado à Rua Antônio Bandeira, nº1060. Bairro Tupi, de 9 às 18 horas, voltado para os profissionais envolvidos no atendimento ao nascimento e demais interessados.

Três temas serão abordados no workshop: A Arte e a Sciencia no Atendimento ao Parto”; “Os segredos de cada mulher: como liberar os bloqueios para Bem-Parir”; “Técnicas Tradicionais do México para Parteiras”. Naoli combina a prática do parto tradicional com uma respeito pela psicologia e a fisiologia do parto.
Ela trabalha desde 1987 e já atendeu por volta de 1000 partos domiciliares em sua região, combinando a ` partería` tradicional e a profissional, além de participar como conferencista em congressos sobre partos em mais de 30 países.

Naolí teve 3 filhos em partos domiciliares acompanhada de sua família. O último deu origem ao vídeo "Dia de Nascimento". É autora e ilustradora do livro infantil "Nasce um Bebê, Naturalmente", sobre gestação e nascimento.
Em suas conferências, Naolí fala da importância de se resgatar o aspecto sexual do ciclo da gravidez, parto e puerpério, dando às mulheres (e portanto também aos casais) a chance de se conhecerem ainda mais profundamente e exercerem sua sexualidade de forma plena e satisfatória, inclusive durante o parto.
Inscrições e informações : naoliembh@gmail.com
31-91116819
31-93127399
Investimento no ato da inscrição:R$ 150,00 (até 16 de novembro) e R$ 200,00 (após 16 de novembro)

As vagas são limitadas

53 ºCONGRESSO BRASILEIRO DE GINECOLOGIA E OBSTETRICIA

ACONTECE ESTE MÊS EM BELO HORIZONTE

Belo Horizonte irá sediar o 53º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia, que será realizado na Expominas, de 11 a 17 de novembro e trará convidados nacionais e internacionais. Haverá palestras, cursos,conferências e debates, numa promoção da Sociedade Mineira de Ginecologia e Obstetrícia.

A Secretaria Municipal de Saúde montará o stand do movimento BH Pelo Parto Normal, que contará com a presença das voluntárias da rede pela humanização do nascimento. A ONG Bem Nascer está convidando as mulheres para comparecerem e darem o testemunho de suas boas experiências com o parto. Vamos lá com nossos filhos nos nossos slings dar testemunho vivo da nossa experiência e mostrar que o nosso mundo - da humanização do nascimento - existe.

Mais informações e inscrições no site www.sogimig.org.br

terça-feira, 27 de outubro de 2009

MÉDICOS FAZEM PALESTRA SOBRE O TEMA POR QUE BEM NASCER?

Dr.Hemmerson Magioni em palestra na Roda Bem Nascer Mangabeiras

Dr. Marco Aurélio Valadares com Catarina no colo (filha da Denise e do José Guilherme)

POR QUE BEM NASCER?

Perspectivas do Nascimento no Brasil Atual

Cinco obstetras de Belo Horizonte vão responder a esta pergunta na mesa redonda, a ser realizada dia 26 de novembro, às 20 h, na sede IAAMG – Instituto de Acupuntura Médica de Minas Gerais, localizado à rua Carijós, 150 – 8º andar.

Dr, Marco Aurélio Valadares, Dr. Hemmerson Magioni, Dra. Paula Soares, Dra. Quésia Tâmara e Dr. Sandro Ribeiro fazem parte do corpo clínico da Maternidade Santa fé e se uniram por identidade de propósitos e em torno de um mesmo objetivo : disseminar a cultura do parto humanizado, tornando-se referência para estudantes e profissionais de saúde e oferecendo para as mulheres o atendimento de uma medicina menos intervencionista e baseada em evidências científicas.

MARCO AURÉLIO VALADARES


O Núcleo Bem Nascer é liderado pelo Dr. Marco Aurélio Valadares, também fundador da ONG Bem Nascer (com a jornalista Cleise Soares- assessora de comunicação do grupo) e introdutor do parto de cócoras em Belo Horizonte. Além de obstetra, é também homeopata e acupunturista.

“O objetivo do Núcleo Bem Nascer o é respeitar a mulher e o direito do recém nascido, o direito de nascer naturalmente. Devolver à mulher o dom delas de terem seus filhos. Mais que tudo, o Núcleo Bem Nascer será referência em boas práticas no parto e em partos normais, naturais, de cócoras...”

Marco Aurélio Valadares já assistiu a mais de mil partos. Seu índice para cesáreas “é relativamente baixo, cerca de 30%”. Segundo ele, a maioria das suas clientes opta pelo parto normal, natural, mais fisiológico, com menos intervenções, sem episiotomia e na posição vertical

“Deixei de fazer alguns procedimentos nos últimos tempos. Não faço mais lavagem intestinal nas parturientes, nem raspagem de pelos (tricotomia), não rompo a bolsa do líquido amniótico precocemente, e às vezes, nem rompo a bolsa. Não faço mais episiotomia, pelo menos na maioria dos casos. A maior parte dos partos é na posição de cócoras.”

Medicina Baseada em Evidências Científicas

O obstetra explica que “a adoção de tantos procedimentos deriva de uma visão da grávida como doente, pois a limpeza intestinal é uma rotina de cirurgias. Quanto à raspagem dos pelos e a episitomia, já se provou por evidências científicas que aumentam o risco de infecções”, argumenta.

“As pesquisas científicas comprovaram que o parto de cócoras favorece o processo tanto para a criança – diminui o risco de sofrimento, quanto para a mulher, pois favorece a expulsão do nenê. A mulher pode contar com a força da gravidade, ela sente menos dores de cócoras que deitada, na posição tradicional”

Ele lembra que o papel do médico é assistir ao parto, a mulher é a protagonista. E enfatiza “etimologicamente, Obstetra quer dizer “estar ao lado”.

SANDRO RIBEIRO

Dr. Sandro Ribeiro faz parte de uma safra de médicos jovens que clinicaram no Hospital Sofia Feldman e incorporam em suas práticas uma visão multidisciplinar do parto. No “Sofia”, trabalhou com a Dra. Paula e Dr. Hemmerson Magioni, hoje integrantes do Núcleo Bem Nascer.

“Lá, vi o empoderamento das mulheres. O parto deixa de ser um procedimento médico e passa a ser um ato fisiológico.”

Sandro estudou medicina na Universidade Federal de Minas Gerais e fez residência em ginecologia e obstetrícia na Maternidade Odete Valadares, onde agora é gerente. Formou-se em patologia clínica e fez pós- graduação em administração hospitalar, na Unimed. Durante sete anos, foi gerente da Maternidade Pública de Betim.

O Livro “Se o Parto Falasse”, de Frederick Leboyer, foi fundamental na formação humanista do obstetra Sandro Ribeiro, assim como o obstetra francês, Michel Odent. “Odent começou a demonstrar uma coisa muito sensata, a relação do parto com a natureza”.

Ele acredita que “parto é um momento muito intimista. Precisa o mínimo necessário e a conscientização da equipe- auxiliares de enfermagem, pediatria, anestesista –o momento pede silêncio.

Por que Bem Nascer?

“Bem Nascer é a satisfação do binômio e daquilo que o envolve, a família. É encontrar prazer no momento da celebração da vida.”

Otimista: “Núcleo Bem Nascer – alguma coisa que está germinando e que vai se alastrar”.

PAULA SOARES

Obstetra e mastologista, Dra. Paula atende a mulher em diferentes etapas da sua vida. Quando foi estudar na Faculdade de Medicina da UFMG e começou a fazer atendimentos, Paula descobriu que não gostava de atender homens. Então, resolveu fazer Ginecologia e Obstetrícia, para tratar com mulheres.

Paula é instrutora da Also Brasil – no Curso de Urgências Médicas em Obstetrícia. Trabalhou na Maternidade Santa Lúcia e fez residência na Maternidade Odete Valadares – dois anos na Ginecologia e dois na Mastologia

Fez residência no Hospital Sofia Feldman – Setor de Neonatologia. “O Sofia foi um verdadeiro divisor de águas em minha vida. O hospital tem uma visão mais humanista da Medicina Não sou adepta de uma visão tecnológica do nascimento. O Sofia tem a visão do parto normal, o trabalho com as enfermeiras obstetras e a mulher como protagonista do parto. O médico é assistente.”

“Mas a maior influência da minha vida foi minha avó. Ela teve oito filhos de partos normais, no interior, em São Pedro dos Ferros. Era uma figura muito forte. Teve seis mulheres e dois homens. As figuras femininas sempre foram muito marcantes em minha vida”, relata a Dra. Paula Soares.

POR QUE BEM NASCER?

Paula se integra ao Núcleo Bem Nascer para “unir forças. A gente se sente às vezes muito sozinhos. Uma esperança de oferecer uma assistência obstétrica humanizada, com foco nas escolhas da mulher”.

Bem Nascer é estimular práticas que favoreçam um parto saudável, física e emocionalmente. “Bem Nascer é nascer respeitando o corpo e a vontade da gestante e do seu companheiro”

QUÉSIA TAMARA

Quésia cresceu ouvindo essas palavras filho é muito bom”... “parir é muito bom”... “Melhor coisa é ter filho e tem a sorte de ter o relato de seu parto escrito por sua mãe e de tê-la ouvido contar muitas vezes a história do seu nascimento.

Estudou na Faculdade de Medicina da UFMG, estagiou em uma maternidade da periferia de Contagem e no Hospital Júlia Kubitscheck; e fez residência em ginecologia e obstetrícia no Hospital das Clínicas, onde se especializou em ultrassom. Fez também mestrado em Saúde da Mulher e um curso de Obstetriz no Ospeale Sant´Ana, na Itália.

“A mulher tem direito de escolha. Ela escolhe se quer ou não analgesia, se quer ter o parto de cócoras ou deitada. Ela tem o meu apoio para suas escolhas. Só não faço cesariana eletiva”, declara a Dra. Quésia Tâmara, que está comprometida com o Movimento BH Pelo Parto Normal, da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, através da ONG Bem Nascer – Pelo Parto Natural, da qual é associada.

Atualmente, Quésia Tamara trabalha no Laboratório de Reprodução Humana – Pesquisa em Endometriose – no Hospital das Clínicas, faz plantão no Semper e atende partos na Maternidade Santa Fé e Vila da Serra.

“Eu trabalho com plano de parto. Vou orientando sobre as evidências científicas e as melhores práticas e a mulher escolhe. Cesárea só com indicação precisa.”

E agora, se uniu ao Núcleo Bem Nascer:

“Sinto-me mais forte para trabalhar da maneira que eu acho adequada e me dá prazer, me dá alegria; não me vejo trabalhando de outra forma, me dá segurança. Se eu não posso atender, meus colegas atendem da mesma forma, na mesma filosofia.

O Núcleo Bem Nascer está aí para oferecer às mulheres a oportunidade de terem o parto como a realização de um momento de prazer, planejado, com a presença da família e com a oportunidade de desmistificar o parto”.

MESA REDONDA

A mesa redonda é aberta a todos os interessados. O grupo criou um site –www.nucleobemnascer.com.br – onde publica trabalhos científicos, artigos com os vários profissionais da rede Bem Nascer, dicas de trabalhos corporais, relatos de partos e enfoca as últimas notícias, mantendo um contato direto com suas usuárias.

MAIORES INFORMAÇÕES :

CLEISE SOARES (Assessora de Comunicação – ligue 8504-8838 para agendar entrevistas com os integrantes do Núcleo Bem Nascer)

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

PSICOLOGIA E MATERNIDADE

Ps: A grande família Bem Nascer...Na Roda Bem Nascer temos a oportunidade de trabalhar nossas dúvidas, anseios, ansiedades e e vivenciamos partos que nos deixam menos feridas. A nossa palestrante, Roseanna Soares está na foto, do lado esquerdo, acima entre a blusa amarela de cima e a verde de baixo.

A próxima RODA BEM NASCER MANGABEIRAS, no sábado dia 31 de outubro, abordará um tema muito especial, que ainda não havíamos abordado.

OLHARES POSSÍVEIS? PSICOLOGIA E MATERNIDADE
O que você gostaria de saber, mas ainda não teve coragem de perguntar...

Âncoras da Roda: as psicólogas Roseanna Soares, integrante da diretoria da ong BemNascer e Laiena Dib, usuária da Roda Bem Nascer.

Estão convidadas as mamães, papais, casais grávidos e demais interessados.
A RODA BEM NASCER acontece no Centro de Educação Ambiental (CEAM), no Parque das Mangabeiras (acesso pela entrada do Anel da Serra). É baseada em depoimentos e troca de informações. Visa acolher e orientar as gestantes para um parto tranquilo e mais humanizado.
A entrada é franca. Leve um lanchinho gostoso para compartilhar com os outros.

QUE ARTIGO FANTÁSTICO!

Vou anexar um artigo maravilhoso postado pelas duas psicólogas:

Uma mulher se prepara para o nascimento de seu filho: traça um plano de parto e idealiza este momento ímpar. E então, um dia, ele acontece... Por mais satisfatória que a experiência possa ser para ambos, sempre fica uma diferença entre o real ocorrido e o ideal imaginado. Algumas mulheres se calam sobre a experiência, evitando as redes de contato que haviam partilhado com ela a gestação. Outras mulheres falam dessa vivência com um nó na garganta, sem compreender ao certo em que medida deveriam estar sorrindo ou chorando. Outras ainda propagam seu parto como perfeito, negando consciente ou inconsciente qualquer “nó”. E ainda outras engravidam de novo, numa tentativa de “acertar” desta vez...

Inspiradas pelo trabalho da analista junguiana Benig Mauger, que desde a década de 80 atende “mães feridas” em Londres e outros lugares do mundo, as psicólogas Roseanna Soares e Laiena Dib alertam para necessidade desse trabalho em Belo Horizonte. Para conhecê-lo melhor, leia o texto a seguir.

MÃES FERIDAS

Curando a Perda da Alma no Parto

(Escrito por Benig Mauger, traduzido por Laiena Dib e postado por Roseana Soares, com permissão da autora. Original disponível em: www.soul-connections.com)

As contrações subitamente se tornaram contínuas e eu não tive chance de alcançá-las e de me adaptar às excruciantes ondas de dor. Entrei em pânico e simplesmente não podia parar de gritar, e então o bebê ficou entalado e eu os escutei dizer “Peguem o fórceps, cortem-na!”. Eu me senti como se aquilo fosse um ataque. Depois havia sangue por toda parte como se um assassinato tivesse acontecido. (Raphael-Leff, Psychological Processes of Childbearing. In: Mauger, B. Healing the Wounded Mother, p. 70).

Ter um bebê pode ser experimentado como um trauma profundo, como testemunham as palavras dessa mãe. Ela se sentiu violada, humilhada e sem poder. Não é que dar à luz fosse o problema; ela se sentiu traumatizada pelo modo como foi tratada durante a experiência. Meu livro “Songs from the Womb” conta histórias de parto de várias mulheres; elas constituem uma leitura pungente. Em seguida a um parto desses, Emma tinha “flashbacks” e pesadelos. Quando ninguém ouviu, ela gradualmente se retirou para um mundo particular. Ela ganhou uma criança, mas sofreu uma ferida na alma devastadora.

Um parto difícil frequentemente resulta em ferimento emocional para a mãe e o bebê. Tais feridas da “alma” são frequentemente negligenciadas porque fomos ensinadas que ter um bebê é uma experiência física potencialmente ameaçadora a ser manejada por profissionais médicos. Se emergimos da experiência relativamente intactas fisicamente, com um bebê saudável, então não temos do que reclamar. Mas muitas de nós temos.

Feridas da alma podem levar anos para cicatrizar.

Na nossa prática contemporânea de dar à luz, a preocupação com os aspectos fiscos do parto pode significar negligenciar os emocionais, particularmente os efeitos psicológicos negativos de partos medicamente assistidos. O foco inevitável está em garantir que uma bebê saudável seja parido de uma mãe sadia. O manejo médico do parto e nossos avanços tecnológicos são desenhados para facilitar nossas vidas, mas há um custo?

Eu creio que há. A tecnologia, da última vez que olhei, não tinha alma. Nem a instituição médica, que é baseada na divisão de mente e corpo e transformou o parto de um evento natural em uma façanha tecnológica. E como seres humanos, que somos feitos de corpo e alma, mente e matéria e tanto mais, como a tecnologia pode jamais chegar perto de compreender o mistério da vida humana?

Feridas da alma são parte da vida e podem nos impulsionar a curar experiências dolorosas necessárias para nosso crescimento espiritual. De fato é isso que frequentemente acontece quando uma ferida de parto / nascimento é ativada. A experiência de dar à luz desse modo pode ser um catalisador para a cura. Contudo, numa era em que os mesmos avanços tecnológicos nos mostraram que o feto é um ser sensível e consciente, um entendimento disso não ensina a responsabilidade de cada pessoa em garantir à alma vindoura uma recepção quente e amorosa. O impacto psicológico não apenas do nascimento mas da vida pré-natal está bem documentado atualmente. Da pesquisa e estudos em Psicologia pré e perinatal sabemos que não apenas o que ocorre no útero e no nascimento mas também a concepção é enxertado no psiquismo da criança criando padrões que são carregados na vida posterior.

E se a mãe se sente ferida também o sente sua criança.

Sem dúvida ser catapultado na vida com 32 semanas de um jeito traumático teve algum papel a desempenhar em me conduzir a estudar Psicologia e escrever meu primeiro livro “Songs from the Womb”. Essa experiência me informou que como mãe, instrutora pré-natal e mais tarde como psicoterapeuta, eu estava perfeitamente ciente da desilusão feminina com o manejo médico do parto. Conhecer a sensibilidade rara de um feto ou recém nascido significou questionar algumas das práticas que têm se tornado a norma em hospitais.

As pessoas me perguntam “Por que é tão vital que as mulheres experimentem um bom parto?”. A resposta é simples.

O parto é uma iniciação à vida e dar à luz é um direito nato de cada mulher. O desejo de ter um bom parto é tão básico que é arquetípico, o que significa que está na nossa natureza. Assim quando isso não sucede, pode ter conseqüências devastadoras, com tanto a mãe como seu bebê carregando cicatrizes psicológicas duradouras.

Ao mesmo tempo em que eu fiquei envolvida com o tema do parto, eu descobri o trabalho do psicólogo suíço Carl Jung. Ele falava sobre “perda de alma” e a descreveu como a doença espiritual que aflige o homem contemporâneo. Ele acreditava que em muitos modos nós nos tornamos alienados de nossas naturezas arquetípicas. Padrões arquetípicos possuem uma energia numinosa que exerce uma forte influência em nossas vidas. A negação da dimensão arquetípica coloca-nos fora de ordem. Dar à luz e nascer são experiências arquetípicas de grande significado espiritual e emocional. Mas a medicina moderna tira a natureza dessa dimensão espiritual, dispensando a alma e ferindo mães e bebês. Quando um parto é vivido desse modo, ele pode impulsionar as mulheres a tentar de novo num esforço de “acertar dessa vez”.

O parto é uma experiência que para muitas de nós carrega uma energia numinosa significando que ele é profundamente curador e transformador. A maioria das mulheres quer vivenciar o nascimento de seu filho como um ato criativo plenificante e cheio de alegria. Novamente isso é arquetípico e universal. Tudo isso também é negado a elas, desde que as dimensões psicológica e espiritual do processo de dar à luz são amplamente não reconhecidas.

No meu consultório psicológico eu vejo mulheres feridas, deprimidas e traumatizadas, batalhando para chegar a termo com uma experiência que passou longe do que esperaram. Essas mulheres são mães feridas. Frequentemente a ferida que experimentam durante o parto de suas crianças toca em outras feridas do passado, que antes estavam escondidas em seu inconsciente, nos cantos mais escuros de seus corações. Elas são feridas porque ao invés de experimentar alegria no nascimento de uma nova vida, elas sentem dor. Deprimidas, elas podem achar difícil sentir amor pela criança ou outros próximos a elas. Ou elas podem sentir amor, mas ele será tingido com dor.

Curar as feridas do parto é essencial para recuperar um senso de completude interior e mais particularmente para criar experiências de parto plenas e empoderadoras no futuro.

Curando as Feridas do Parto

Como podemos curar as feridas do parto?

Deveríamos lembrar que há uma dimensão coletiva bem como uma dimensão pessoal para a experiência humana, tal que ao curar o pessoal também curamos o coletivo. No nível coletivo:

· Devemos empoderar mulheres grávidas e retornar o parto aos pais, a quem de fato pertence. Mulheres grávidas, ensinadas que o parto é uma proeza tecnológica a ser manejada por profissionais são frequentemente impotentes e alienadas em relação à sua habilidade inata e instintiva de dar à luz.

· Devemos restaurar escolhas completas no parto tal que as mulheres dêem à luz de acordo com os ditames de seus corpos. Devemos liberar o feminino instintivo.

· Curar a mãe coletiva significa recuperar o feminino em nossa cultura tal que o parto seja percebido e manejado diferentemente. Significa restabelecer o arquétipo materno negligenciado e ferido.

No nível pessoal:

· Curar significa escutar a voz perdida da sua alma. Aprofundar-se em sua ferida. Estar preparada para escutar de que sua alma precisa. Trabalhar terapeuticamente significa dar voz e forma ao inconsciente pela escrita, registro de sonhos, pintura, movimento, contar sua história a alguém e tê-la escutada (psicoterapia).

· Responsabilizar-se por sua ferida e seu processo de cura. Tomar sua saúde e seu bem-estar nas próprias mãos. Embora a raiva dirigida àqueles a quem você considera os perpetradores seja apropriada, permanecer uma vítima irá aprisioná-la.

· Lembre que o que você não sente você não pode curar. Sua boa vontade em sofrer e agüentar a ferida trará você, a tempo, à cura.

· Esforce-se e transponha um parto prévio antes de dar à luz novamente.

· Se grávida, dialogue com o bebê; lembre-se e mantenha em seu coração a admirável resiliência do espírito humano em face da adversidade.

· Mantenha seu coração aberto e confie que sua alma sabe o caminho.

· Quando você vier a dar à luz de novo, acredite em sua sabedoria interior e escolha seu lugar de parto cuidadosamente.

Quando nós compreendemos nossos desafios de parto como tarefas espirituais de empoderamento, isso nos cura e liberta. A cura se dará quando houver consciência do significado emocional e espiritual da experiência do parto. Quando a assistência ao parto perceber e honrar tanto a extraordinária sensibilidade do feto como a dimensão sagrada de parir, e combinar tecnologia com alma, teremos um novo modelo de nascimento, empoderado embora ainda vulnerável.