terça-feira, 19 de junho de 2012

RIO + 20 aborda parto e nascimento

O médico francês Michel Odent (Foto: Giovana Sanchez/G1)

Enquanto representantes de mais de cem países se reúnem a portas fechadas para tentar chegar a um acordo final sobre políticas de economia "verde", eventos paralelos recheiam a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, com debates amplos sobre "como fazer um mundo melhor". Nesta sexta-feira (15), um painel trouxe especialistas de diferentes áreas para discutir a saúde do feto e da mulher e como obter um planeta mais sustentável a partir de uma gestação "feliz."
No encontro intitulado ‘9 meses para salvar o mundo’, o fundador do primeiro centro de pesquisa de saúde infantil de Londres e autor de 12 livros sobre o tema, o médico francês Michel Odent, falou sobre sua pesquisa com o sistema da ocitocina, hormônio que auxilia a contração uterina no momento do parto e que também tem efeitos no comportamento humano.
Segundo Odent, o uso da ocitocina sintética no parto por diversas gerações está fazendo com que o hormônio “perca sua função” na evolução humana. A consequência disso para as gerações futuras é a perda da sensação de bem estar em diversas situações.
“A ocitocina foi descoberta como hormônio e originalmente os cientistas sabiam de seus efeitos mecânicos na contração do útero no parto e na amamentação. Mais recentemente, foram descobertos efeitos no comportamento. Podemos dizer que é um ‘hormônio do amor’, um hormônio importante na socialização, no comportamento humano. [...] Acontece que após várias gerações de partos medicados, estamos diminuindo o sistema de ocitocina e isso é muito sério. Resumindo, podemos dizer que estamos perdendo a capacidade de amar”, disse o médico.
O painel teve também uma representante da Federação Europeia das Mulheres Ativas em Família, que falou da importância da mulher permanecer em casa durante os primeiros anos dos bebês. Mãe de cinco filhos, Madeleine Wallin mora na Suíça, onde advoga sobre o valor do tempo na criação de indivíduos e na união da família. “Ser mãe e ficar em casa não é não fazer nada. [...] Nós somos o planeta de nossos filhos na gravidez e depois a família é seu ambiente. Precisamos ser o que queremos passar para eles, nos comportar como os modelos que desejamos ensinar

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