domingo, 11 de setembro de 2011

ECOLOGIA DO NASCIMENTO

Yoga na gestação é tudo de bom! Um profundo mergulho na essência do seu ser, um contato íntimo com seu nenê no ventre. Um momento de silêncio, integração, descanso. Momento de meditar, calar a mente. Momento de programar o parto através de uma mente positiva e receptiva. Momento de preparar o corpo para receber o novo ser, para dar passagem para esse ser humano chegar até nós, na face da Terra. Se você deseja fazer Yoga, comunique-se comigo no cleisempsoares@gmail.com e vamos planejar as suas aulas.

UM WORKSHOP

O parto deve ser encarado como um workshop muito forte e muito importante. A mulher passa por uma “maratona” sai sentindo-se uma vencedora. O filho, com certeza, venceu seu primeiro desafio, nasceu, saiu pelo canal de parto, entrou na terra através das entranhas de uma mulher. É preciso estar flexível. Para vivenciar o parto dos seus sonhos, há que se seguir alguns caminhos. Primeiramente, se preparar adequadamente – corpo e mente – e em segundo lugar, escolher uma assistência adequada, um médico ou uma enfermeira obstetra que confia e que respeita seu desejo e suas escolhas.

É importante lembrar que durante o trabalho de parto o corpo libera muitos hormônios: Um deles, a ocitocina, é chamado o hormônio do amor, porque favorece a integração instintiva entre mãe e filho. Quando aplicado em um rato de laboratório, imediatamente ele desenvolve o instinto de cuidar do outro. Michel Odent diz que a ocitocina é um hormônio tímido e que muito movimento em volta da parturiente, luzes acesas, barulho, fazem a ocitocina diminuir. Para que ela seja produzida em abundância é necessário silêncio e privacidade durante o parto.

A endorfina é o hormônio do prazer, que é liberado por exemplo durante uma corrida, transmite uma sensação de euforia. O parto pode ser prazeroso?

A adrenalina, o hormônio alerta, de defesa e de ataque, vai ajudar no momento da expulsão do nenê, dando espírito de guerreira.

Tudo isso acontece naturalmente em um parto natural ou normal (com intervenções de rotina) e até na cesárea, quando ela ocorre depois de tentativa e busca do parto normal, ou seja, quando a mulher entra em trabalho de parto; quando ela não é eletiva, definida na mesa do consultório, marcada na agenda como uma consulta. Aí, segundo nosso papa da humanização do nascimento, Michel Odent, mora o perigo, pois a criança que nasce de cesárea, não passa pelo banho de hormônios e isso pode prejudicar a interação natural entre mãe e filho. “A criança nasce com déficit de amor”. Ele costuma dizer que não sabe o que será da humanidade pós cesárea, pois essa é a primeira vez que acontece na história do homem.

Um parto normal é aquele em que há mais intervenções como o corte vaginal, a limpeza intestinal, a anestesia, muitas vezes o soro (ocitocina sintética aplicada para acelerar o trabalho de parto). A prática da episiotomia (corte vaginal) teve início no século XVII e até hoje as mulheres são cortadas para facilitar os partos, mesmo provado pela Medicina Baseada em Evidências Científicas que ela causa mais infecção nas mulheres.

Com o avanço da humanização do parto, encaminhada por várias ongs e pelo Ministério da Saúde, hoje se questiona o procedimento. Algumas maternidades evitam a episiotomia e apenas 40 por cento das mulheres tem seu períneo rompido durante o trabalho de parto (o que confirma pesquisa realizada pela enfermeira obstetra, Sybille Vogt Campos, na casa de partos do Hospital Sofia Feldman. Então, perguntamos, por que mutilar todas as mulheres?

Quanto à anestesia, é um direito da mulher. Mas, hoje, é possível ter um parto de cócoras e ainda assim tomar um pouquinho de anestesia para aliviar. Alguns médicos adeptos desse novo modelo de atenção atuam em Belo Horizonte, como os do Núcleo Bem Nascer. Os anestesistas – não todos, mas os que trabalham em parceria com médicos de partos normais - vão liberando aos poucos o medicamento e a mulher não perde a sensibilidade total do corpo. Melhor assim do que correr para um cesariana por medo da dor. Melhor é dar a luz. Resumindo, parto natural é sem intervenções, o acompanhante do parto apenas assiste o parto.

Já a cesariana é um ato cirúrgico, onde são cortadas sete camadas da pele. O nenê não nasce, é retirado pelo médico. A criança tem que ser mais manipulada para limpar os mucos que, no parto natural saem com a contração dos pulmões na saída pelo canal de parto. Em cesarianas precoces os nenês nascem com pulmões imaturos, o que pode levar a problemas futuros de saúde. Leva um tempo maior para a criança chegar até a mãe. Vai fazer isso com uma elefanta, tirar seu elefantinho de perto e depois devolver. Ela já não o aceita. E lógico que a mãe vai aceitar, mas sem aquele famoso “primeiro olhar”, onde ambos se reconhecem, está comprometido o elo instintivo que facilita em muito o contato entre essas duas criaturas. Por isso, hoje se trabalha com o conceito de ecologia do nascimento, o homem está sendo lesado na ecologia do seu ser.

No parto natural ou normal, após sua conclusão, a mãe se sente inteira para receber seu filho. Na cesariana, a mãe está em pós-operatório, intoxicada por excesso de anestesia e remédios, os pontos doem A criança mama remédios e ela não fica também um pouco anestesiada? Hoje, até se desenvolveu uma técnica em que a criança fica no peito com as perninhas para o lado, para não machucar a mãe cortada pela cirurgia. Acabou-se o coração no coração, o corpo no corpo coladinho. Pode atrabalhar a amamentação, dificultando ainda mais a formação de elo entre mãe e filho. São tantas as cesarianas. Poucas as necessárias. Muitas as eletivas, marcadas como consultas nos consultórios. Comodidade moderna. Afastamento da ancestralidade, da naturalidade. Algumas mulheres estão tão sedentárias que realmente não tem dilatação, contração; estão incapacitadas para parir?

Se você quer ter um parto natural ajude a sua natureza, procure se exercitar, se alimentar com os frutos, as ervas, as folhas, os legumes, os grãos integrais. Evite massas, enlatados, açúcares, gorduras saturadas, frituras etc. Alimente a mente de boas músicas, bons filmes, bons livros. Informe-se. Escolha um médico compatível com seu desejo. Namore muito seu companheiro. Caminhe, pratique Yoga, sonhe, pense e converse com seu nenê. Mergulhe nesse mistério que se opera em seu corpo. Um outro ser sairá de dentro de você. Vivencie esse milagre!

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