domingo, 19 de junho de 2011

UM SACRO OFÍCIO!

(Geozelli no pleno exercício da maternidade)

Eu conheci a psicóloga Corina Maria dos Santos num Chá de Bençãos, onde se encontraram quatro amigas. Ela era a mãe de uma delas. Terapeuta holística, faz uma análise super interessante sobre as consequências do nascimento na vida de cada pessoa. Perguntei para ela:
Você acredita que a forma de nascer influencia a forma de viver?
"Sim. É com isso que eu trabalho. No consultório, em algum momento, procuro saber como foi o nascimento e se a pessoa foi amamentada. Estes dados são importantes na análise do paciente. Fiz algumas observações nos meus atendimentos clínicos. Ressalto que não há comprovações científicas.
SOBRE A CESARIANA
"O parto é o nosso momento, com eu fui, quem eu sou. Meu grande ato heróico. A primeira batalha da minha vida. Sou preparada nove meses para ela, onde serão abertas as cortinas para a minha vida, a minha existência aqui nesse lugar. Nove meses de preparação. Luto, preparo-me e alguém me tira numa cesárea eletiva. Eu não vou acreditar que dou conta. Eu não concretizo meus projetos. Sinto frustração, baixa estima. Vou começar um projeto, não vou terminar...
Esta criança foi tirada, não tem opinião própria, não foi levada em consideração.
Se a cesárea foi necessária, foi feita por sofrimento, envolvia risco de vida, ela pode ficar fixada na matriz perinatal, onde ela sofreu, sofreu, alguém a tirou do sofrimento. Ela vai sofrer, sofrer, vai construir um drama."
Fiz outras perguntas a Corina e, aos poucos, vou transmitindo para vocês. Ela fez esta declaração super interessante:

"Ser mãe não é padecer no paraíso, mas também é. Ou a gente se doa ou se sacrifica.
É um grande momento de se refazer. Passar a limpo a nossa historia.
É um momento de luz. Pode ser um padecer, um sacrifício, ou um sacro ofício, trabalho sagrado."


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