sexta-feira, 25 de março de 2011

A PALAVRA É...

parto de cócoras na antiguidade...

FLEXIBILIDADE....Fluidez. Permissão. Contemplação. Meditação

Gestante, assim que se descobrir grávida, comece a se soltar. A conversar com seu corpo. A prepará-lo para um bom desfecho, um parto mais consciente, portanto, mais prazeroso. É possível? Sim. Se você se mantiver tranquila durante o trabalho de parto. Sabendo que não é atôa que se chama "trabalho" de parto. Mas hoje, existem inúmeras ferramentas para efetuar, vivenciar "esse trabalho".

Antigamente, as mulheres iam parir na beira do rio, uma outra ficava olhando para a defender dos predadores; paría na tenda das mulheres, amparada por parteiras, mães, comadres, amigas... O parto era um evento eminentemente feminino, coisa de mulher. Assim era também na década de 40, quando os homens ficavam fumando no corredor e ouviam de longe o choro dos meninos, como vimos em muitos filmes.

Depois, a medicina foi tomando conta desse espaço, transformando o ambiente doméstico em local adequado a cirurgias. O parto passou a ser visto como um evento médico. Criando, por outro lado, um ambiente asséptico e frio, constrangedor para a fêmea em trabalho de parto, que demanda silêncio, penumbra, respeito.

A ocitocina, já dizia o nosso mestre Michel Odent, é um hormônio tímido. Só se manifesta quando a fêmea está na privacidade, não se sentindo observada. Ele está ativo na relação sexual, no parto e amamentação. Esse hormônio do amor que flui em nosso corpo durante o amor, em nosso corpo durante o nascimento do nosso filho em nossos seios na amamentação. Um elo de amor. Nós somos bichos. Temos instintos. Vai interromper um trabalho de parto de uma elefanta, ele pára imediatamente. Estão aí também algumas paradas de progressão, não dilatação...O ambiente não ajuda.
E esse ambiente simples e acolhedor - as casas, as tendas das mulheres, a beira do rio - passa a inexistir. E o parto, que seria simples e barato, sai caro para todo o sistema. Mais remédios, antibióticos, anestesia, UTI neonatal cheia, berços vazios em casa.

COISA DE INDIO

Isso é o que se chama "moderno". Parir de cócoras é coisa de índio, de bicho. Índio, ancestralidade, sabedoria popular são desconsiderados nesse sistema, onde vale mais a tecnologia e a frieza das máquinas. Coisa de índio, de bicho - ditos perjorativos.
Nós, mulheres empoderadas, colhemos a sabedoria de nossas ancestrais e buscando na história o elo com o partos naturais. Num tempo em que os filhos não eram retirados mecânica e rotineiramente por uma cirurgia, retiradas pelos médicos pelas barrigas da mães, como se as mulheres houvessem perdido a capacidade de parir. Em que a ocitocina sintética é injetada em massa nas mulheres, como se elas não pudessem produzir ocitocina natural. É claro, não lhes dão tempo para parir, tem que andar rápido, desocupar...

Embora nosso índice de cesarianas seja três vezes maior que o dos Estados Unidos, é de lá que vem essa cultura tecnicista, porque na Europa ainda vigoram os partos naturais, assistidos por enfermeiras obstetras, muitas vezes em casa. Os médicos estão no seu lugar certo, entram em cena quando existem patologias, que demandam seus conhecimentos. A origem da palavra obstetra, obstar, estar ao lado.

UMA PLANTA QUE CRESCE

Ao mesmo tempo em que nesse momento, milhares de mulheres estão passando pela cirurgia cesariana, outras tantas militam pela causa da ecologia do nascimento, trabalham pelo parto normal. Aqui em Belo Horizonte, somos parceiras (ong Bem Nascer) do BH Pelo Parto Normal, da Secretaria Municipal de Saúde.

Se você está grávida, procure se informar, entender o nascimento em sua profundidade. Sabemos que a forma de nascer influencia a forma de viver do indivíduo. Garanta para você um bom atendimento, com um profissional que atenda seus anseios, que respeite suas escolhas e que trabalha pela Medicina baseada em Evidências Científicas.
RELAXE..

Isto feito, relaxe. Todos os dias, sente-se confortavelmente e respire devagar, prestando atenção no ir e vir do ar no seu corpo. Leve a mente para o mar azul e inspire imaginando-se naquele lugar. Deixe o oxigênio e a cor azul inundarem seu corpo. Esvazie a mente. Inspire confiança, alegria.

DÊ PASSAGEM PARA SEU FILHO

Agora, leve a atenção para o períneo. Inspire e, ao expirar, imagine que está relaxando o quadril, a pélvis. Você está aprendendo a se abrir para seu filho, a dar passagem.

PREPARE-SE PARA O PARTO COM

YOGA BEM NASCER
Um método especial de preparação para o parto.

AULAS DE YOGA PARA GESTANTES E
CASAIS GRÁVIDOS
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