sábado, 11 de abril de 2009

LINDA A RODA BEM NASCER MUNICIPAL!!!


Acabo de chegar da Roda Bem Nascer do Parque Municipal. Ela acontece todo segundo sábado de cada mês, no coreto, a partir de 14h30, sob a coordenação da enfermeira obstetra Mirian Rego, que é integrante da ong Bem Nascer. Como sempre a Roda foi uma benção! Como é bom estar rodeada de mulheres (e dos papais) em torno de nosso maior rito de passagem, a saida de mulher para mulher mãe. A Roda é feminina, acolhedora, amorosa, amiga. É um abraço de amor por todas as mulheres.

A Roda no Parque Municipal é mais aberta, mais pública, conta mais com a participação das centenas de pessoas que por ali circulam nos finais de semana. Um rapaz parou e pediu para cada um falar seu nome, depois se apresentou e foi embora. Aquelas barrigas e os nenês sensibilizam as pessoas. Como sempre, cheguei mais cedo, 13h15m. Peguei a chave e fui abrir as portas do cômodo embaixo do coreto, para arejar a sala. Ajeitei a mesa para o lanche e a outra para fazer as projeções. Algumas cadeiras em volta. Sentei e fiquei esperando. Cantando. Meditando.

Logo chega a Roseana, nossa psicóloga e um dos pilares onde se firmou a ong nos últimos anos. Ela chegou primeiro como minha aluna de Yoga, enquanto gestava. Foi assistida em seu parto pelo Dr. Emerson Godoy e foi muito feliz. Depois do nascimento de Felipe, hoje com quatro anos, se apaixonou pela ong e hoje é nossa Tesoureira e está sempre firme nas decisões da diretoria e nas Rodas Bem Nascer.

A Mirian Rego chegou faceira, como sempre linda e disponivel para a causa. Ela foi uma das idealizadoras do Movimento BH Pelo Parto Normal e agora está firme ao lado da Bem Nascer. É também referência em Belo Horizonte em parto domiciliar, integra uma equipe de parteiras acadêmicas que assistem partos em casa.

Organizamos as mesas debaixo da árvore em círculo e começaram a chegar as pessoas, a Daphne com toda família, a Polly com a Kyara (lindinha) em seu sling, a Inara com a pequeninha dela, a Geozelli com o Glicério e o Francisco (um tourinho), uma gestante (e aqui estou em falta como jornalista) que tinha um nome complicado, realmente diferente. Colhi uma outra gestante que estava passando, (38 semanas) e ela e o namorado cairam de para quedas na roda. Chegou também a Lidia com o doce Téo e a Inessa, também com 38 semanas, com Obregon, que viveu intensamente a gravidez ao lado da companheira e está preparado para o momento precioso que está por vir. O casal recém chegado, residente em Ribeirão das Neves, ainda não sabia onde iria ter o parto. Os dois tinham feito apenas o curso da Araújo, mas que não toca no assunto parto. E parto é nosso assunto.

Daphne como sempre, super clara em suas colocações, contou a linda experiência do nascimento do seu filho na banheira do Sofia Feldman. Como foi fêmea na hora de parir. Ela disse que não fez força, o corpo fez força por ela. Como havia passado por uma episio no primeiro, tinha medo dos pontos romperem. A equipe de "anjos" que a assistia na Casa de Partos dizia para ela não fazer muita força, apenas a força natural. Então, ela deixou seu corpo agir e descobriu que ele sabia parir. Daphe é psicóloga e assume essa semana como a Secretária da ong Bem Nascer. Ela também fez yoga comigo e, depois dos dois partos, se tornou uma militante do movimento.


Inara contou que teve sua filha no chuveiro, ela mesma o pegou e ficou abraçadinha com ela debaixo da água quentinha por algum tempo. Depois que ela teve sua filhinha, lembro-me que ia à Roda Bem Nascer com ela dentro do sling, numa simbiose absoluta. Percebo que estes partos conscientes e bem vividos fazem com que a mãe e o filho fiquem intimamente ligados, perfeitamente integrados. Também percebo isso quando o pai acompanha a mãe durante a gestação e o parto, ele também se une mais à mulher e ao filho. Isto é ecologia do nascimento.Todas nós contamos nossos partos, naquela troca gostosa. A gente nunca se cansa de falar nesse assunto.
A Geozelli mostra que uma cesariana pode ser humanizada, ela teve um parto normal que virou cesárea, não teve a cesárea como primeira opção, teve uma cesárea necessária. Uma cesariana no Sofia Feldman é também mais humanizada. Quantas vezes vemos na televisão uma cesárea em que os profissionais apenas mostram a carinha do nenê e o levam embora. No caso dela, o nenê foi rapidamente para os seus seios. Ela não se sentiu frustada, pois lutou pelo seu parto. Ela e o nenê tomaram o banho de ocitocina, endorfina, adrenalina e outros hormônios que atuam durant o trabalho de parto. Numa cesárea eletiva, nem mãe nem filho passam pelos hormônios que facilitam a relação amorosa entre eles. Por isso, agride a ecologia do ser humano.


Recomendamos ao casal o Risoleta Neves ou o Sofia Feldman, mas como sempre, pendemos para o Sofia. A Mirian mostrou fotos de casas de parto de todo o Brasil e do interior da casa de partos de Belo Horizonte. Ao final, o casal saiu orientado e emocionado. Nós, mais ainda. Mirian falou sobre parto domiciliar. Não havia nenhuma das empoderadas que pariram em casa, algumas viajaram, outras tiveram problemas particulares. Estão devendo seus depoimentos.

Decidimos então que a próxima RODA BEM NASCER DO PARQUE DAS MANGABEIRAS, abordará o mesmo tema PARTO DOMICILIAR e a Mirian Rego falará novamente para nós sobre este tema tão pertinente e que interessa a tantas de nós.

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