quinta-feira, 9 de abril de 2009

O NINHO VAZIO.


14:43 minutos de uma quinta feira santa.

Estou sozinha em minha casa. Meu filho mais velho (23 anos) saiu do ninho, hoje mora mais com o pai, com a namorada, os amigos... Minha filha de 21 anos está no interior de São Paulo, na casa do namorado. E a pequenininha, Ayrá Sol, a rapinha do tacho, viajou hoje cedo para Jundiaí. O ninho ficou vazio. E mãe é assim. Quando está sozinha, podendo cuidar de si e da sua vida, ainda fica de longe pensando num, preocupando com o outro, rezando por todos. Sem Ayrá, a casa fica vazia, silenciosa. Ontem, ela estava aqui pintando as unhas de azuis, em uma sandália nova, repetindo "mãe, ela é mara...! E eu, feliz de estar dando esse presente para ela. Quando ela sai, é como se tivesse que cortar de novo o cordão umbilical, porque somos tão unidas! Nos amamos tanto! Dei a ela o melhor peito, o peito da disponibilidade total, também da maturidade. Tive Ayrá com 41 anos. Os outros, eu tinha 29-31 e 39 (a Verady que viveu apenas um mês entre nós). Mamou o tanto que quis, nessa altura do campeonato, já não tinha cartilhas e o que não me faltava era experiência de ser mãe. Vivia pendurada no peito, no meu sling improvisado a partir de uma canga e mamava livremente. Comigo sempre foi para todos os lados. Com 9 meses, ficamos acampados um mês na praia. Agora, ela está se tornando uma pequena mulher. Três vezes por semana vamos para o balé clássico. Ela faz formação no Palácio das Artes. Descemos juntas de braços dados, conversando e rindo, porque como toda criança ou adolescente tudo é motivo de riso. Ali, ela me conta de seus amores e temores. Eu a acolho e repreendo, amiga e mãe. Ontem a noite, ela foi embora para a casa da minha irmã, Alice. E hoje, viajou para a casa da irmã Fatinha. A casa acordou silenciosa. Vou lhes apresentar aqui Ayrá Sol, o sol da minha vida, hoje com 10 anos, filha de Renato Coelho, também conhecido por Renato Podecrê, Mestre de Capoeira Angola. Ela faz balé, Yoga e Capoeira Angola com o pai, que esteve totalmente presente no trabalho de parto, fazendo massagens e me confortando. Ela é a da direita da foto. Foi bom ter tido Ayrá mais velha porque hoje ela é a companheirinha da minha melhorpausa.

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