sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Modelo de Assistência Humanizada ao Nascimento

Nos últimos dias, estive lendo os dois livros do obstetra e escritor, Ric Jones, de Porto Alegre. Na verdade, eu deslizei pelos livros. Ele tem uma forma gostosa de contar histórias entremeadas com ensinamentos científicos e profunda reflexão sobre o nascimento. Ele esteve recentemente em Belo Horizonte, onde pudemos mais uma vez compartilhar da sua companhia e do seu conhecimento. Eu o entrevistei no Hospital Sofia Feldman. Os livros são excelentes e os recomendo para todos os que anseiam por mais informações sobre assistência humanizada ao parto. Ele entremeia suas reflexões com relatos de partos e conversas entre seus amigos Max e Nadine. Conta as dificuldades dos tempos de residente e reflete sobre a formação do médico, muito pouco humanista e bastante tecnocrática. Virou pai  novo, ainda universitário. A mulher, sua companheira de 30 anos chama-se Zeza. Tiveram dois filhos. Aos poucos, vou fazer alguns recortes do seu livro para dividir com vocês.

Modelo de Assistência Humanizada ao Nascimento, segundo Ric Jones

1 - O protagonismo restituído à mulher, sem o qual estaremos apenas "sofisticando a tutela" imposta milenarmente pelo patriarcado.

2 - Uma visão integrativa e interdisciplinar do parto, retirando deste o caráter de "processo biológico", e alçando-o ao patamar de "evento humano", onde os aspectos emocionais, fisiológicos, sociais, culturais e espirituais são igualmente valorizados, e suas específicas necessidades atendidas.


3 - Uma vinculação visceral com a Medicina Baseada em Evidências, deixando claro que o movimento de "Humanização do Nascimento", que hoje em dia se espalha pelo mundo inteiro, funciona sob o "Império da Razão", e não é movido por crenças religiosas, idéias místicas ou pressupostos fantasiosos.

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