sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Ric Jones visita o Hospital Sofia Feldman

O obstetra Ric Jones e sua esposa, enfermeira obstetra, Zeza Jones, visitaram o Hospital Sofia Feldman, no último domingo. Ele foi  a Belo Horizonte lançar o livro "Entre Duas Orelhas - Relatos de Parto" e relançar o "Memórias do Homem de Vidro - Reminiscências de um Obstetra Humanista". Na ocasião, ganhou um coquetel em sua homenagem, do obstetra Hemmerson Magioni (post anterior). Ele já conhecia o Sofia, mas para Zeza foi "a realização de um sonho". Na foto: Cleise Soares, presidente da ong Bem Nascer, uma das anfitriãs do médido em Belo Horizonte, ao lado da Daphne Paiva Bergo, vice-presidente.
Zeza Jones é sua companheira inseparável. Juntos, formam uma dupla muito atuante no universo da obstetrícia nacional.
Ric Jones é um dos poucos obstetras que assistem a partos domiciliares. Ele sempre vai acompanhado nas casas com sua mulher, Zeza, e com uma doula, Cristina. Seu papel, segundo ele, é ficar fotografando e só intervir no caso de necessidade. Para ele, este é o papel do médico.
Ric e Zeza foram conhecer o Núcleo de Terapias Integrativas e Complementares. Neste jardim, estão plantadas as ervas utilizadas nos escalda-pés oferecidos para parturientes usuárias e trabalhadores
Ric é muito conhecido nas mídias sociais e no movimento pela humanização do nascimento no Brasil e exterior. Participa da Lista Parto Nosso, é integrante da REHUNA e de outras instituições de apoio à humanização do nascimento. Na foto: Cleise Soares entrevistando Ric Jones e a enfermeira, Raquel Rabelo, filha do Dr. Ivo Oliveira, diretor administrativo do H.Sofia Feldman.

O casamento de Zeza e Ric teve início há 30 anos, quando eles estavam ainda fazendo curso pré-vestibular. Tiveram dois filhos - Lucas e Bebel. Ele questiona em seus livros a obstetrícia convencional, disse que humanizar o nascimento é respeitar o protagonismo da mulher no parto.
 Zeza Jones é sua companheira inseparável. Juntos, formam uma dupla muito atuante no universo da obstetrícia nacional.
Transcrevo a contra-capa do livro "Entre as Orelhas - Relatos de Parto". 


"O parto é algo que acontece entre as orelhares", me repetia Max o velho adágio das parteiras. Não o procure entre as fibras uterinas, nas protuberâncias ósseas, nas contrações ou nas variações dos hormônios. Ele se encerra nos pequenos grãos de areia de nossos sonhos, na bruma de palavras dispersas de um passado distante. Ele se refugia nos sussurros de uma menina, na curiosidade infindável que ela carrega e no seu olhar insaciável. O parto e seus mistérios se escondem ao olhar superficial, à análise tímida e ao investigador amedrontado. Para entender o que o comanda, é preciso penetrar nos abismos obscuros da alma de uma mulher, lá onde se abrigam seus sonhos, seus desejos, suas fantasias e suas tristezas. Quanto mais profundamente mergulharmos, mais nebulosa será nossa jornada. Entretanto, apenas assim poderemos encontrar essa semente. É provável que, apenas uma suposição, a chave para essa questão esteja mesmo ligada a essa fissura aberrante da ordem natural, a qual chamamos amor. E talvez, ou mera suposição, para entender o que acontece entre as orelhas de uma mulher, somente se soubermos como encontrar esta chave"

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