segunda-feira, 2 de abril de 2012

É O FIM DA PICADA!

Esta matéria abaixo foi publicada no jornal Estado Minas e foi assinada por profissional da SOGIMIG (Sociedade Mineira de Ginecologia e Obstetrícia). Isto me parece um lobby de médico, matéria paga. As mulheres, com certeza, foram escolhidas a dedo por profissionais cesaristas. É o cúmulo a forma como ela trata a assistência no SUS. Eles desconhecem que está no SUS, em Belo Horizonte, um hospital referência em humanização do nascimento - o Hospital Sofia Feldman, localizado no bairro Tupi. As mulheres podem ter partos naturais, na água, de cócoras, com uma assistência diferenciada e com a preocupação de respeitar as evidências científicas.

Sabemos que na maternidade Otaviano Neves, citada na reportagem, o índice de cesáreas é altíssimo, superando a 80%. Quer dizer que agora as mulheres para garantirem seus partos, terão que marcar a data, mas como agendar um parto normal? Ou seja, eles sugerem que marquem uma cesárea eletiva. Uma cirurgia. Sabemos que numa cesárea, a mulher corre mais o risco de morrer.

Muito estranho! Depois da audiência pública onde os médicos foram super cobrados, aparece essa matéria.

SUGERIMOS QUE TODAS NÓS - MILITANTES PELO PARTO NORMAL - QUE NOS CONTACTEMOS COM O JORNAL ESTADO DE MIINAS PELO E-MAIL:
opiniao.em@uai.com.br
Vamos botar a boca no trombone... Sugerir pautas e mostrar a nossa indignação.


Matéria publica no jornal Estado de Minas - Belo Horizonte - MG - 29-03-2012

BH TEM ATE FILA PARA NASCER

O fechamento de pelo menos 800 vagas de maternidades na Grande BH nos últimos 10 anos e alta de 62% no número de mulheres que têm planos de Saúde estrangularam 0 atendimento às parturientes. O gargalo aumenta com a vinda de gestantes em situação de risco para a capital, em busca da maior segurança oferecida por CTls neonatais e de adultos. O jeito está sendo agendar os nascimentos com maior antecedência, 0 que faz disparar a proporção de cesarianas - só recomendadas em caso de perigo para a mãe ou 0 bebê - em relação aos partos normais.

'Maternidade é onde a gente vai pra vir ao mundo"

UM PLANO PARA NASCER

De um lado, pelo menos 12 maternidades fecharam as portas ou reduziram o atendimento na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) nos últimos 10 anos, eliminando pelo menos 800 leitos, conforme levantamento da Associaçäo de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais (Sogimig). De outro, 0 número de mulheres que têm planos de saúde na Grande BH subiu 62% neste período. saltando de 704,1 mil para 1,1 milhão, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar. Como consequência, a migração das pacientes da rede pública para a privada em momento de corte de vagas gerou diñculdade para futuras mães.

A primeira dificuldade da arquiteta. Mariana Guimaräes. de 31 anos, grávida seis meses, foi encontrar uma médica conveniada para acompanhamento da gravidez. "Passamos aperto também com a data de ultrassom na semana indicada. E como queremos parto normal. o desafio é definir uma data com antecedência", disse o futuro pai, o analista de sistemas Ítalo Giovani Stefani, também de 31.

"E uma pressäo forte sobre as matemidades que sobraram. vejo desassistência ainda, mas chegamos a um ponto complicado", alerta o presidente do Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed), Cristiano Matta Machado. As maternidades privadas que restaram são a Octaviano Neves e a Santa Fé e os hospitais Vila da Serra e Mater Dei. Entre os estabelecimentos que fecharam as portas ou reduziram os leitos estão o tradicional Felicio Rocho e o modemo Life Center.

No leito da maternidade e com o segundo no colo, a microempresária Claudinéia Gonçalves, de 24, comemora o de seu parto: "O primeiro foi no SUS (Sistema Único de Saúde) e muito traumático, porque induziram para agilizar o procedimento. Dessa vez. foi com plano de saúde e com agendamento antecipado para garantir leito". O nascimento do pequeno Eduardo estava previsto para 31 de março, mas, para garantir que tudo ocorresse bem dessa vez, o parto foi antecipado para o día em que o médico tinha disponibilidade. Foi na última terça ­feira, por sorte no dia do aniversário do pai, o microempresário Marcos Rocha, de 26. era o previsto, mas foi uma feliz coincidência", disse.

Para uma mãe de primeira viagem, atrasos em exames e consultas são pesadelos. "Para marcar exames detalhados, só com muita antecedência. Percebi, durante a minha gestação, o problema de a rede privada estar sobrecarregada, mas ainda bem que não é o SUS, que é muito pior", afirmou a vendedora Cristiane Freitas, de 22, enquanto admirava o filho Vinicius Gabriel, nascido na Octaviano Neves, matemidade na capital com o maior número de atendimentos. com cerca de 100 leitos e 600 partos por més. O diretor, Ataíde Lucindo Ribeiro Júnior reconhece o gargalo. "Vagas foram fechadas, e a gente percebe aumento significativo da demanda. É um problema por que obstetrícia não é o que dá mais lucro para os hospitais". disse.

PALAVRA DE ESPECIALISTA
CARLOS HENRIQUE MASCARENHAS
DIRETOR DA ASSOCIAÇÃO DE GINECOLOGISTAS E OBSTETRAS DE MINAS GERAIS (SOGIMIG)

Patinho feio do Saúde

"Temos de enfrentar diferentes problemas. Um deles é o aumento do número de mulheres cobertas pelos planos de Saúde e que não querem ser atendidas pelo SUS. Outro é o grande fluxo de gestantes de risco do interior para BH. O terceiro é que matemidade é o patinho feio dos estabelecimentos de saúde, porque não dá lucro. Tem ainda a desvalorização do profissional, porque a remuneração é muito ruim. É preciso que govemo e planos de saúde se dediquem mais a essas questöes".

A supervisora de enfermagem do Otaviano Neves, Marcela Abrantes, acrescenta mais um obstáculo nesse imbróglio: o crescimento do número de mulheres com gravidez de risco que vêm do interior do estado para a Grande BH, em razão da maior disponibilidade de œntros de terapia intensiva (CH) neonatais e adultos. "O leque de opções diminuiu na capital, mas muitos preferem vir para aqui", informou. De acordo com os dados mais recentes disponibilizados pelo Ministério da Saúde. em 2010, foi registrado o nascimento de 45.505 bebés vivos. Desse total, porém, somente 31.139 mães moravam em BH, ou seja, 32% vieram de outras cidades para ter em BH.

"Percebi, durante a minha gestação, o problema de a rede privada estar sobrecarregada, mas ainda bem que não é o SUS, que é muito pior".
- Cristiane Freitns, de 22 anos, vendedora, com o filho, Vinicius Gabriel, e o marido, Enéus Freitas

"O primeiro (parto) foi no SUS e muito traumático, porque induziram o procedimento. Dessa vez, foi com plano de saúde com agendamento para garantir leito".
- Claudinéia Gonçalves, de 24 anos, microempresária, com o segundo filho, Eduardo, e o marido, Marcos Rocha
Estado de Minas - Belo Horizonte - MG Um plano para nascer Caderno: Gerais - Página: 25 Publicado: 29-03-2012

3 comentários:

  1. Olá! Paree coisa de outro mundo um parto normal ou o parto natural. Troquei, durante a gravidez, umas 5 vezes de médico em busca de um que fizesse normal. Teve um que teve a cara de pau de me dizer que as mulheres de hj em dia não estão preparadas para um parto normal. Nunca mais voltei lá. SE ALGUÉM SOUBER DE UM MÉDICO EM BRASÍLIA QUE REALIZE PARTOS NORMAIS OU ATÉ NATURAIS, POR FAVOR, DIVULGUEM?! MEU EMAIL É LARISSAVERASABREU@GMAIL.COM. Obrigada.

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  2. Ah, infelizmente a médica que me disse que faria normal, no último mês conseguiu me enrolar e fazer cesárea.

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  3. Larissa,
    Vamos pesquisar para você.
    Cleise Soares

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