sexta-feira, 10 de setembro de 2010

PELA VALORIZAÇÃO DA MATERNIDADE!


Ana Cláudia Bessa e Ceila Santos - uma carioca e uma paulista à frente do movimento.

MANIFESTAMOS PELAS MÃES

Quatro mulheres - Ana Cláudia Lessa, Ceila Santos, Sueli Sueishi e Taís Vinha se uniram para criar o Grupo Cria, que tem o objetivo de valorizar a maternidade. Primeira ação do grupo: um manifesto em defesa das mães. Eu e muitas outras mulheres da Bem Nascer assinamos o manifesto, que já conta com 900 assinaturas. A meta é chegar a 1.200.Veja a mensagem que recebemos delas:

Queridas amigas e amigos que assinaram o Manifesto pelas Mães.

Primeiramente, nosso muito obrigada!

A receptividade que tivemos a este projeto foi tão grande que não temos palavras para definir a felicidade que sentimos por termos conseguido expressar, de alguma forma, anseios tão coletivos que pareciam tão pessoais. Contudo, quando pensamos neste projeto, sempre pensamos em fazer dele o estopim para muitos outros.

As idéias são muitas e estamos nos empenhando para escolher e focar nas mais viáveis e produtivas para mostrar à sociedade a importância da valorização da maternidade na formação dos indivíduos e de uma coletividade sadia.

Ao todo, tivemos em um pouco mais de 1 mês, 600 assinaturas e quase 100 links para o Manifesto. Agora já somos mais de 900 assinaturas. Esse foi realmente um grande apoio!

Mas gostaríamos agora de partilhar a condução deste projeto com todos vocês que tanto nos ajudaram. Não lançamos o projeto oficialmente ainda. Somente o primeiro passo foi dado. Nossa intenção era fazer um pré-lançamento entre amigos, para que pudéssemos medir a aceitação inicial à proposta e obter o apoio necessário no lançamento.

Nosso próximo passo é tornar este Manifesto mais conhecido para que ele alcance o maior número de mães e pais possível. E isso começa agora. Nossa meta era ter, no mínimo, 1200 assinaturas para obter força suficiente e

divulgar este movimento para vários setores da sociedade como a imprensa, os políticos, os empresários e os profissionais de educação.

Queremos mostrar que a maternidade pode ser engajada, atuante, unida e, principalmente, que nós já estamos encontrando este caminho. Já temos onde nos encontrar. O endereço é www.grupocria.com.br E que a partir de agora, começaremos a lutar por um mundo melhor para nossos filhos de forma mais organizada e consciente.

Por isso, viemos neste momento pedir a ajuda de vocês para conseguirmos coletar as outras centenas de assinaturas e atingir uma meta relevante que faça do Manifesto pelas Mães um movimento social com sentido para a

sociedade. E este é um grande desafio!

Mas sabemos que ele é possível!

Contamos com sua ajuda, com a divulgação deste Manifesto entre sua rede pessoal de contatos. Inclusive porque também desejamos que este projeto chegue às pessoas que não blogam ou que não usam a internet mais ativamente, restringindo-se apenas aos e-mails, por exemplo, ou redes sociais como Orkut, Facebook, Linkedin, Flickr, etc.

Sinta-se livre para usar as imagens e textos da campanha e repassá-los aos seus amigos. Elas estão disponíveis no site: www.grupocria.com.br E quando houver um post, nos avise para que coloquemos o endereço no site do Grupo

Cria.

Vamos fazer barulho e mostrar ao mundo que somos mães ativas, conscientes e orgulhosas do nosso papel!

Qualquer esclarecimento, dúvida, sugestão e crítica, entre em contato conosco, através do e-mail: contato@grupocria.com.br


O MANIFESTO

Mãe que dá o melhor de si e convive com a crônica sensação de que nada é o suficiente.

Mãe de carne, osso e vísceras que, ao se perceber humana, sente-se cada vez mais distante do ideal de devoção da Santa Mãezinha. E por isso se culpa.

Mãe que comprou o sabonete com óleos essenciais, o iogurte com fibras, o desinfetante com cloro ativo, a fralda com bloquigel e mesmo assim seu filho não dormiu a noite inteira, seu marido se queixa e sua casa não é o templo limpo, perfumado e livre de insetos que aparece na TV.

Mãe mulher, dona de casa, profissional e amante, que segue passo a passo as dicas das revistas femininas para conciliar seus inúmeros papéis e virar “super”, mas ainda não encontrou sua capa.

Mãe cuja única preparação para a mais dramática mudança da sua vida foi o cursinho da maternidade e, se privilegiada, a decoração do quartinho e a compra do enxoval.

Mãe que vive em uma sociedade que a glorifica, ao mesmo tempo em que a obriga a terceirizar a criação dos seus filhos. Seja por necessidade, independência ou reconhecimento. Como se, em qualquer um desses casos, essa não fosse uma decisão extremamente difícil.

Mãe que se divide diariamente entre a administração do lar e da profissão, encarando múltiplas jornadas que a levam constantemente à exaustão física e emocional.

Mãe que se dedica de corpo e alma ao significativo projeto de criar uma criança, enfrentando um nível de cobrança superior ao de qualquer chefe ranzinza e cliente exigente. 365 dias por ano, 24 horas por dia. E mesmo assim é percebida como alguém que não faz nada. Até por si mesma.

Mãe pobre que, quando opta pelos filhos, é acomodada. Quando rica, é madame. E, quando profissional, é ausente.

MANIFESTAMOS PELA MATERNIDADE

E, portanto, pela liberdade de sentir. De seguir os instintos. De viver em plenitude emoções e sentimentos totalmente femininos. Pois negá-los, seria abrir mão daquilo que faz da mulher, um ser único.

Manifestamos pelo direito de cada mulher escolher o papel que melhor lhe cabe no momento. Sem se sentir pressionada, desmerecida ou julgada pelo que decidiu não ser.

Manifestamos por parir de forma saudável, humana e tranquila e que essa seja uma decisão consciente da mãe. Amparada por uma equipe de profissionais da saúde que a respeitam, orientam, acompanham e zelam pelo bem estar dela e do bebê.

Manifestamos pelo direito de amamentar a cria, sem ser pressionada por profissionais da saúde mal formados ou parentes bem intencionados, a substituir por mamadeira, o alimento que só o seu peito pode dar.

Manifestamos pela aceitação da metamorfose e da mudança de valores que a chegada de uma criança proporciona na vida de qualquer adulto. E pela valorização desta transformação na sociedade, como contraponto para a cultura do egoísmo e da juventude eterna.

MANIFESTAMOS PELO ATIVISMO ANÔNIMO E INCANSÁVEL DAS MÃES

Nas trincheiras domésticas de uma sociedade cada vez mais dominada pelas leis cruéis do mercado.

E apoiamos as mães que questionam. Que boicotam.

Que compram e deixam de comprar. Que sabem o que servem à mesa e o que jogam no lixo.

Que desligam a TV, controlam o videogame e a quantidade de açúcar.

Mães que tentam proteger a infância e não desistem diante do bombardeio de mensagens que estimulam a erotização e o consumo precoces.

Mães que empreendem, que inventam, que abrem mão, que buscam alternativas, que assumem o vazio e a sobrecarga. E promovem viradas.

Mães que brigam por uma escola melhor, mais humana e significativa; pública ou privada.

Que pensam globalmente e agem localmente, casa a casa, família a família.

E que administram seus lares, como se ali começasse a mudança que desejam para o planeta.

MANIFESTAMOS PELA TOMADA DE CONSCIÊNCIA FAMILIAR

Pela valorização do papel da mãe no seio da família e pelo fim das hipócritas tentativas de minimizar a diferença que a presença dela faz.

Pelo reconhecimento da vital importância da maternidade para a humanidade, e por ações sociais e políticas que valorizem e estimulem a atuação da mãe.

Por uma rede de relacionamentos que coloque novamente mulheres de diferentes gerações em contato, reconstruindo referências que foram deturpadas e estereotipadas pela mídia e pela sociedade.

Por mães unidas para estudar, compartilhar experiências e desenvolver novos pontos de vista para este tema milenar, universal e ainda tão incompreendido.

Por uma nova formação familiar, focada no bem estar integral dos seres humanos e não somente no bem estar material.

Por pais que valorizam a tomada de consciência materna, dando sua participação necessária para que ela floresça. Mesmo sem entendê-la completamente.

Por mães que partilhem com seus parceiros as responsabilidades, agruras e alegrias de se cuidar dos filhos, sendo entendido que eles pertecem aos dois, igualmente.

Manifestamos pela ausência de fórmulas, de guias práticos e de respostas prontas, pois cada mulher é livre para buscar seu caminho e desenvolver sua história. No seu tempo, no seu ritmo e na sua individualidade.

Manifestamos pela conciliação de uma maternidade moderna com uma maternidade mais plena.

Manifestamos por você e por nós. Pela Terra e por todos os filhos que dela vieram e ainda virão.

Manifestamos pelas mães!

NOSSO BLOG APÓIA TOTALMENTE ESTA CAUSA!


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